sábado, 30 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Edward Norton em cinco takes

Estréia consagradora

As duas faces de um crime (Primal fear, EUA 1996)

Não é para qualquer um. Logo em sua estréia no cinema, então com 27 anos, Norton arrebatou público e crítica com sua performance de um homem com distúbios mentais no drama de tribunal dirigido por Gregory Hoblit. Ofuscou os protagonistas vividos por Richard Gere e Laura Linney e beliscou uma indicação ao Oscar de coadjuvante com uma composição assustadora e dissimulada que até hoje arrepia.



Carregando um filme

A outra história americana (American history X, EUA 1998)

Esse talvez seja o filme mais indicado para sintetizar quem é Edward Norton enquanto ator. Aqui ele cria um personagem de extremos. Vivendo um neonazista que se redime na prisão, Norton faz uma composição cheia de nuances, mas não escapou dos conflitos com o diretor. Tony Kaye desautorizou a versão que foi aos cinemas e fez duras críticas ao comportamento do ator que ainda se envolveria em outros conflitos com estúdios e diretores. Norton foi indicado ao Oscar pelo papel e continua como um dos grandes astros do cinema (é tido como um ator comprometido, mas de temperamento difícil) e Kaye se refugiou na TV.



A pegada cult

Clube da luta (Fight club, EUA 1999)

Dá para dizer que Norton alcançou público mesmo com esse filme. Paradoxalmente (mesmo com duas indicações ao Oscar na bagagem) foi o drama existencial de David Fincher que o fez ser percebido como um ator cult. Que objetiva dizer algo com seus filmes. Aqui ele cria o sujeito comum, massacrado pela vida moderna e tem Brad Pitt como alterego.



Expandindo os horizontes

Tenha fé (Keeping the faifh, EUA 2000)

Nessa comédia que mescla com desenvoltura amor e religiosidade e os princípios que se impõem entre ambos, Norton divide a cena com Ben Stiller e também assume a direção e o argumento da fita. A estréia como diretor foi promissora e criou expectativas, mas o ator não tem demonstrado interesse em voltar ao ofício.

 
Com fúria e minimalismo

A última noite (25th hour, EUA 2002)

Neste melancólico e intimista drama dirigido por Spike Lee, Norton demonstra toda a sua força como ator. Com algumas cenas que fazem o espectador dá um nó na garganta e querer aplaudi-lo sem mesmo saber por quê. No filme ele vive um homem em sua última noite de liberdade. Um Edward Norton visceral e mimético aparece das sombras da Nova Iorque de Spike Lee.

8 comentários:

  1. Ótimos filmes.
    Mas cadê 'O Povo Contra Larry Flynt'? Tbm de 1996. Filmaço do Milos Forman!

    Abs.
    Rodrigo

    ResponderExcluir
  2. Minha atuação favorita do Edward é "A Outra História Americana", seguida de "O Clube da Luta". Adicionaria "O Despertar de uma Paixão", que ele está ótimo também.

    Beijos! ;)

    ResponderExcluir
  3. Edward Norton é meu ator favorito, então sou completamente suspeita para falar dele. De 1996 até 1999, a carreira dele foi irretocável. Ele estava prestes a se transformar num dos grandes nomes do cinema. Entretanto, a sensação que eu (e muita gente que gosta dele) possui é a de que ele se decidiu por outros caminhos. Acho que ele, no fundo, nunca quis ser grande. Por isso, passou a optar por projetos em que ele acreditava mesmo e em que ele poderia ter voz ativa.

    Mas, eu quero deixar bem claro que adoraria que ele tivesse um maior reconhecimento. Ele merece. É um dos grandes atores que o cinema norte-americano possui. Um dia, espero vê-lo sendo reconhecido como merece.

    Beijos!

    ResponderExcluir
  4. eu só vi "Clube da luta". Que triste!

    ResponderExcluir
  5. Rodrigo: Valeu Rodrigo. Então, não coloquei o filmaço de Milos Forman pq quis pegar os trabalhos mais significativos para a carreira de Norton e nesse ano, foi As duas faces de um crime mesmo. Abs

    Mayara: O meu top 5 de Norton seria:
    1- As duas faces de um crime
    2- A outra história americana
    3- A última noite
    4 -O povo contra Larry Flynt
    5 - O despertar de uma paixão
    Bjs

    Kamila: Acho que Norton detém o reconhecimento que merece. Só não cresceu mais na carreira d eator devido ao temperamento difícil.Repare no recente imbróglio com a Marvel que ocasionou na substituição do ator por Mark Ruffalo para interpretar o Hulk no cinema. Bjs

    Marcelo: Um baita ator indeed! abs

    Alan: Vamos correr atrás do prejuízo meu amigo.
    Abs

    ResponderExcluir
  6. Puxa Reinaldo, fantástico este post!
    Super bem bolado.
    Admiro tua capacidade de síntese.
    Parabéns.
    Ah...vou tentar não desaparecer! rsrsrsrsrsrs
    ;)

    ResponderExcluir
  7. Cássio: Obrigado Cássio. Fico feliz com o elogio e o reconhecimento.
    Então está combinado. Missing person no more!rsrs
    Abs

    ResponderExcluir