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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Oscar Watch 2013 - O impacto da lista do sindicato dos produtores na corrida pelo Oscar

Cena de Moonrise kingdom: cada vez mais sério candidato a "surpresa" entre os indicados a melhor filme no Oscar 2013
 
 
Foram anunciados nessa quarta-feira os indicados ao Producers Guild Awards (PGA), prêmio do sindicado dos produtores. Entre os dez filmes lembrados, nenhuma surpresa propriamente dita. Muitos acreditam que a lembrança de 007- operação Skyfall pode ser rotulada como tal, mas Claquete já observava que o filme era o blockbuster do ano na temporada de premiações. Além de ser um ótimo filme, o último James Bond foi beneficiado por uma temporada de blockbusters decepcionantes. Sua inclusão, no entanto, não lhe assegura vaga no Oscar. Embora ela não possa ser descartada justamente pela cota dos filmes blockbusters no prêmio da academia. Ainda assim, Operação Skyfall no Oscar não seria uma surpresa, mas sua presença é improvável. Uma vez que é preciso liderar 5% das preferências entre os acadêmicos para conquistar uma indicação a melhor filme. Nesse cenário, o indie Moonrise kingdom é que mais se ajusta a uma possível nomeação. Tendo estreado em Cannes e feito bela carreira comercial, o filme pode muito bem roubar a vaga de independente do ano de Indomável sonhadora, esse sim uma surpresa na lista do PGA. Surpresa porque o filme desapareceu das premiações prévias ao Oscar e se o anúncio dos indicados ao Oscar não fosse na próxima semana, talvez a menção no PGA pudesse impulsionar a candidatura do filme.
Justamente pelas indicações ao Oscar estarem dobrando a esquina que a força do PGA está ainda mais reduzida neste ano. A bem da verdade, o PGA é um indicador mais eficiente do vencedor do Oscar de melhor filme do que de seus concorrentes. Na temporada 2012/2013 essa característica deve ser ainda mais forte em virtude da antecipação proposta pela Academia.
Isso posto, Argo, A hora mais escura, Os miseráveis, O lado bom da vida, Lincoln e As aventuras de Pi já eram filmes dados como certo entre os concorrentes a melhor filme. Todos lembrados pelo PGA. Django livre, Operação Skyfall, Indomável sonhadora e Moonrise kingdom, filmes aventados para a corrida ao Oscar de melhor filme, permanecem incógnitas nessa conjuntura.
O que talvez tenha mais impacto na lista dos indicados ao Oscar que conheceremos na próxima semana seja o conturbado sistema de votação online instituído pela Academia como opção para seus eleitores neste ano. Essa mudança, juntamente ao estreitamento do calendário, pode gerar anomalias. A academia estendeu o prazo para as votações e distribuiu às pressas mais cédulas de papel. Nada garante, no entanto, que haja volume suficiente de votos para impedir surpresas. Sejam elas boas ou ruins.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Oscar Watch 2012 - Como fica a corrida depois das indicações ao Producers Guild Awards?

A temporada do Oscar 2012 traz algumas idiossincrasias que a difere das duas ultimas. Quando a academia inchou a categoria de melhor filme com dez produções, o sindicato dos produtores (PGA) fez o mesmo. No entanto, nem em 2010, nem em 2011, ambas as listas coincidiram.
A importância do PGA, em termos de Oscar, é que a organização reúne os principais produtores de cinema dos Estados Unidos e é um dos colegiados mais influentes na academia. Contudo, dos principais sindicatos é o que menos acerta no Oscar (tanto em indicações quanto em vitórias) historicamente.
Isso posto, é preciso levar em consideração que foi nos prêmios do PGA ano passado – este ano o evento será realizado em 21 de janeiro – que O discurso do rei iniciou sua jornada rumo ao Oscar. Até então o domínio da temporada era de A rede social.

Cena de Missão madrinha de casamento, a grande "surpresa" da lista do PGA: indicação ao Oscar para o filme, no entanto, continua improvável...


Mas o que a atual temporada enuncia? Primeiramente que, muito dificilmente, teremos dez filmes indicados ao Oscar de melhor filme. Contudo, devemos ter algo muito próximo disso (oito talvez).
O que as indicações do PGA sacramentam são as candidaturas de alguns filmes. The artist, Os descendentes, Meia-noite em Paris, A invenção de Hugo Cabret e Histórias cruzadas, com presença garantida em todos os sindicatos que já anunciaram suas listas e também em premiações como Globo de ouro e Critics´Choice Awards parecem ser as certezas entre os indicados a melhor filme. Muito bem na disputa, e estamos falando ainda de indicações, estão Cavalo de guerra e O homem que mudou o jogo. Ambos entraram na lista do PGA e ostentam algum destaque no Globo de ouro e no Critics. No entanto, os filmes que vivem um boom justamente no momento em que as cédulas de votação para o Oscar foram despachadas são Tudo pelo poder e Os homens que não amavam as mulheres – este último angariando uma boa bilheteria nos EUA. Ambos conseguiram nomeações e devem brigar, mais propriamente entre si, por uma vaga entre os finalistas no Oscar. O filme de Clooney, nesse sentido, pode levar alguma vantagem por contar com um elenco primoroso e a própria figura de Clooney a seu favor. Ambas as produções são distribuídas pela Sony Pictures.

O produtor Scott Rudin (à esquerda) conquistou sua quinta indicação ao PGA consecutiva; a segunda por uma colaboração com diretor David Fincher (a direita). Eles estão na briga por Os homens que não amavam as mulheres


Missão madrinha de casamento, que completa a lista do PGA, é o chamado azarão. Com uma performance bastante sólida na temporada de premiações, seria surpreendente ver a fita indicada ao Oscar de melhor filme com a nova regra estabelecida pela academia. Difícil crer que 5% dos membros votantes colocariam a fita produzida por Judd Apatow no topo de suas listas de favoritos do ano. Portanto, salvo uma improvável vitória nos Globos de ouro, o triunfo de Missão madrinha de casamento se esgota aqui.
Há de se destacar a performance que Meia-noite em Paris vem exibindo nessa temporada de premiações. A fita de Woody Allen, lançada em maio nos EUA, seria em um rápido ranqueamento a quarta força da Oscar season. Atrás apenas de The artist, A invenção de Hugo Cabret e Os descendentes.
Se Meia-noite em Paris surpreende, Tão forte e tão perto e J.Edgar decepcionam. Os dois filmes, de diretores consagrados, logo que foram anunciados eram tidos como legítimos front runners na temporada e agora parecem restritos a corridas menores. O anúncio do PGA serviu, também, para extinguir as chances de nomeação para Harry Potter e as relíquias da morte –parte II e A árvore da vida. Os dois filmes, que suscitavam esperanças de suas respectivas bases de fãs, devem figurar no Oscar em categorias menores. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Em off

Nesta edição de Em off, as melhores atuações e o melhor diretor de 2011 pelo leitor; o fantástico mundo de Steven Spielberg; um presente de aniversário para Mel Gibson; o triunfo da Paramount em Hollywood; os “inimigos” de George Clooney no Globo de ouro e os indicados ao Producers Guild Awards (PGA).


A Spielberg o que é de Spielberg...
Janeiro de 2012 é um mês especial para quem é fã de Steven Spielberg. Estreiam nesse mês dois filmes do diretor. O primeiro deles, Cavalo de guerra, que suscita algum Oscar buzz, chega nesta sexta-feira. O outro, As aventuras de Tintim, estréia no dia 20 de janeiro. Uma overdose spielbergiana que não acontecia desde 2002, quando o cineasta lançou Prenda-me se for capaz e Minority Report. Lá se vão dez anos. Mas na excelente entrevista que a revista Entertainment Weekly fez com o diretor na sua derradeira edição de 2011 o escopo é muito maior. A ideia do bate papo, agradabilíssimo para quem lê, é rememorar a obra de Spielberg sob a perspectiva do próprio. “Os filmes que modelaram nossas vidas”, enuncia a chamada de capa.
Na entrevista, Spielberg discorre sobre a conflituada filmagem de Tubarão, os arrependimentos acerca de Contatos imediatos de terceiro grau e o descontentamento que as novas tecnologias lhe aferiram quanto aos resultados de Hook – a volta do capitão gancho.
Spielberg fala ainda sobre quando John Wayne, além de recusar um papel, o desencorajou a fazer uma sátira da guerra em 1941 por achar o roteiro “antipatriótico”, sobre a recusa de Harrison Ford em fazer o papel imortalizado por Sam Neill em Jurassic Park e o telefonema de Billy Wilder pouco antes do início das filmagens de A lista de Schindler.
Outras curiosidades também têm vez na entrevista. O leitor de Claquete não se avexe. Spielberg será tema da próxima sessão Questões cinematográficas e essa entrevista concedida à EW será repercutida.



Ação entre amigos?
Um aspecto curioso chama a atenção nas principais disputas do Globo de ouro 2012. E não é o fato de George Clooney figurar em quase todas elas. É o fato de disputar prêmios diretamente com amigos ou pessoas com quem trabalhou. Na categoria de ator dramático, por exemplo, concorre contra Brad Pitt, notoriamente um de seus melhores amigos, Leonardo DiCaprio, amigo e produtor associado de Tudo pelo poder, e Ryan Gosling, a quem dirigiu em Tudo pelo poder. Na categoria de direção mede forças com Alexander Payne que o dirigiu em Os descendentes, pelo qual concorre como melhor ator. Na briga por melhor roteiro está novamente em oposição a Payne que também concorre como roteirista.


Os melhores pelo público
Como bem sabe o leitor, na última semana de 2011 Claquete listou os melhores filmes, diretores e atuações do ano. O blog promoveu enquetes com os nomes escolhidos nas categorias de direção, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante para que o (e) leitor do blog aferisse os vencedores de fato.  Eleito o melhor diretor, com uma mão nas costas, foi Darren Aronofsky por seu trabalho em Cisne negro.  O cineasta obteve 66% dos votos. O segundo colocado, Pedro Almodóvar angariou 13%.
Natalie Portman, pelo mesmo filme, aplicou outro banho. Foi escolhida a melhor atriz com os mesmos 66%. Juliette Binoche, por Cópia fiel, ficou no segundo lugar com 16%.
O melhor ator escolhido pelos (e) leitores foi Ryan Gosling com 63%. James Franco, por 127 horas, foi o segundo mais bem votado. Entre os coadjuvantes, Kevin Spacey (Margin call & Quero matar meu chefe) e Christian Bale (O vencedor) travaram uma briga de foice, mas o último levou a melhor e cravou 38%. A vitória de Jennifer Aniston (Quero matar meu chefe) foi até certo ponto surpreendente. Com os mesmos 38% ela superou Amy Adams (O vencedor) com 23%.

Jennifer Aniston, que arrasou em Quero matar meu chefe, faz cara de surpresa; Christian Bale não se contentou em ganhar "só" o Oscar e faturou por aqui também; mesma situação da diva Natalie; Já Ryan Gosling agiu com covardia contra seus oponentes ao trazer três atuações magistrais para a disputa


Centenária de vigor
A Paramount Pictures, um dos mais longevos e poderosos estúdios de Hollywood, completará 100 anos de existência em 2012. E o feito deve ser comemorado. Depois de cinco anos de total domínio da Warner Brothers, com as franchises de Harry Potter e Batman, a Paramount anunciou que fechou 2011 como o estúdio mais lucrativo de Hollywood. Foram U$ 5.170 bilhões de dólares arrecadados. A façanha ganha ainda mais dimensão por ter sido realizada não só às vésperas do centenário, como no ano em que a Warner encerrou a franquia de maior sucesso da história do cinema (Harry Potter). O desafio da Paramount que entrou em 2012 com o filme mais visto no mundo (Missão impossível – protocolo fantasma) é não deixar a peteca cair justamente no ano em que completa 100 anos.


Saíram os indicados ao Producers Guild Awards
The artist, Missão madrinha de casamento, Os descendentes, A invenção de Hugo Cabret, Os homens que não amavam as mulheres, Histórias cruzadas, Meia noite em Paris,Tudo pelo poder, O homem que mudou o jogo e Cavalo de guerra são os dez concorrentes ao prêmio do sindicato dos produtores. O PGA é um confiável barômetro do Oscar, mas nos últimos anos dois ou três filmes incluídos aqui acabam de fora do Oscar. Tendência que deve ser mantida com as novas regras da academia para a categoria de melhor filme. Algumas ausências (Tão forte e tão perto, A árvore da vida, Drive Harry Potter e as relíquias da morte – parte II) clareiam a disputa e duas inclusões (Tudo pelo poder e Os homens que não amavam as mulheres) colocam mais lenha na fogueira pelas últimas vagas na categoria de melhor filme.
Mais sobre as escolhas do PGA e a influência que deve exercer na temporada nesta quarta-feira (4) no blog.


Precisando de mel
Que Mel Gibson, que completa 56 anos neste dia 3 de janeiro, não vive sua melhor fase já é sabido. Depois de perder cerca de U$ 500 milhões na finalização do divórcio de sua primeira mulher em um processo concluído pouco depois da resolução do acordo com a última mulher em que também perdeu dinheiro, pode-se dizer que Gibson não está em um lugar feliz nesse momento em que sopra velinhas. Para iluminar um pouco a aura do ator, diretor, roteirista, produtor  e polesmita, Claquete resolveu declinar – a título de presente de aniversário – as cinco melhores atuações de Gibson.

Como Martin Riggs na franquia Máquina mortífera (quatro filmes entre 1987 e 1998)
Não seria exagero dizer que Mel Gibson deu o tom para a representação de heróis de ação que não apresentem o corpanzil de um Sylvester Stallone ou Arnold Schwarzenegger da vida. Como o ensandecido Riggs, além de desenvolver ótima química com Danny Glover, Gibson provou ser capaz de acrescer relevo dramático a um frágil arquétipo hollywoodiano.

Como William Wallace em Coração Valente (1995)
Talvez este ainda seja o maior triunfo artístico de Gibson. Na pele do revolucionário escocês, o ator surpreende com uma interpretação bem calibrada e que dá o tom do épico vencedor de cinco Oscars.

Como Porter em O troco (1998)
O guilty pleasure por excelência. Mel Gibson nunca esteve mais cínico e debochado em cena. Tirando onda de sua persona no cinema como um “fora da lei do bem” nesse divertidíssimo filme do roteirista de Sobre meninos e lobos.

 Gibson em cena do filme que ainda resiste como a maior bilheteria de sua carreira como ator: ele não é mais o que as mulheres querem...


Como Nick Marshall em Do que as mulheres gostam (2000)
Gibson em estado de graça naquela que permanece como a melhor comédia sobre as diferenças entre homens e mulheres. O ator faz números musicais, convence como cafajeste e convence ainda mais como cafajeste regenerado. Atuação menosprezada à sua época.


Como Walter Black em Um novo despertar (2011)
Outra performance devastadora que deve passar ao largo das premiações. Em muito por ser Gibson a materialização de persona non grata em Hollywood. No papel de um homem mergulhado em depressão, Gibson adentra todas as camadas do personagem com sobriedade e equilíbrio, evitando a caricatura. 


Férias breves
Em virtude do especial Oscar Watch, a seção Cantinho do DVD, publicada todos os sábados, entrará de férias e retornará em março.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em off

Alguns destaques de Berlim

Começa em 10 de fevereiro a 61ª edição do festival de Berlim. O filme de abertura será o elogiado Bravura indômita dos irmãos Coen (que um dia depois estréia nos cinemas brasileiros). Entre os principais destaques do festival estão Coriulanus (estréia na direção do ator Ralph Fiennes), Les Contes de la nuit, de Michael Ocelot (França), Margin Call, de JC Chandor (EUA) e Desconhecido, do espanhol Jaume Collet-Serra (diretor de O orfanato).



Pontapé inicial em Sundance
Começou na última quinta-feira o festival de Sundance 2011. Realizado no estado de Utah, nos Estados Unidos, o evento criado por Robert Redford para prestigiar a produção independente se estende até o dia 30 de janeiro. Sundance, que se consolidou como importante pólo comercial (muitos estúdios adquirem filmes no evento), traz no cardápio muita coisa que promete buzz. Entre os quase 120 filmes da programação oficial destacam-se Salvation Boulevard (estrelado por Pierce Brosnan), Son of no one (com Katie Holmes, Al Pacino e Ray Liotta), The devil´s double (dirigido pelo neozelandês Lee Tamahori), Higher Ground (estréia na direção da atriz Vera Farmiga), Margin Call (um drama sobre a crise financeira estrelado por Kevin Spacey e Demi Moore) e Litlle birds (drama dos mesmos produtores que se deram bem na última edição do festival com Blue valentine).
Mas claro, o barato de Sundance são as surpresas. Elas também estarão em Claquete!



Quem deve ser lembrado nesta terça-feira?
Claquete lista os prováveis indicados ao Oscar nas principais categorias:


Filme

A rede social
O discurso do rei
A origem
Bravura indômita
O vencedor
Cisne negro
Toy story 3
Atração perigosa
Minhas mães e meu pai
Inverno da alma


Direção

David Fincher (A rede social)
Christopher Nolan (A origem)
Tom Hooper (O discurso do rei)
Irmãos Coen (Bravura indômita)
Darren Aronofsky (Cisne negro)



Ator

Colin Firth (O discurso do rei)
Jesse Eisenberg (A rede social)
James Franco (127 horas)
Javier Bardem (Biutiful)
Jeff Bridges (Bravura indômita)


Atriz

Natalie Portman (Cisne negro)
Annette Bening (Minhas mães e meu pai)
Jennifer Lawrence (Inverno da alma)
Nicole Kidman (Rabbit hole)
Lesley Meanville (Another year)


Atriz coadjuvante

Barbara Hershey ou Mila Kunis (Cisne negro)
Hailee Steinfield (Bravura indômita)
Helena Bonhan Carter (O discurso do rei)
Melissa Leo (O vencedor)
Amy Adams (O vencedor)


Ator coadjuvante

Mark Ruffalo (Minhas mães e meu pai)
Christian Bale (O vencedor)
Andrew Garfield (A rede social)
Geoffrey Rush (O discurso do rei)
Jonh Hawkes (Inverno da alma)


Roteiro original

A origem
Cisne negro
Another year
Minhas mães e meu pai
O discurso do rei



Roteiro adaptado

Bravura indômita
A rede social
Atração perigosa
Toy Story 3
127 horas


Filme estrangeiro

Biutiful (México)
Incendies (Canadá)
Em um mundo melhor (Dinamarca)
Life, above all (África do Sul)
Simple Simon (Suécia)

 
Ainda o globo de ouro


Claquete quis saber de seu leitor o que ele achou dos resultados do Globo de ouro. A maioria, correspondente a 44%, aprovou os resultados. 33% não gostaram, mas entenderam que os resultados minimizaram o destempero das indicações. O blog também quis saber o que o leitor achou da performance de Ricky Gervais. Para 37%, Gervais teve ótima participação na 68ª cerimônia de entrega dos prêmios Globo de ouro. 25% são mais enfáticos em apontar que Gervais foi deliciosamente sarcástico. Assinalaram na alternativa de mal gosto, outros 25%. Para os 12% restantes, Gervais foi não mais do que infeliz.



Porque Ricky Gervais é o cara?


Foi um acontecimento. Rick Gervais causou. A cerimônia do Globo de ouro, realizada no último domingo, nem havia terminado e as impressões sobre o desempenho do apresentador inglês tomavam de assalto a internet. De trending topic no twitter a tema de editorial de jornais como Los Angeles Times e Chicago Tribune na segunda-feira, Gervais balançou as estruturas de Hollywood com piadas agressivas, humor negro extrapolado e nenhum receio de contrariar as proeminentes figuras presentes no jantar de gala. Teve quem curtiu muito (o público que assistiu pela TV em sua maioria), quem se divertiu a valer (Alec Baldwin chorava de rir na platéia), quem foi diplomático (Christian Bale elogiou por elogiar), quem se deixou contagiar pelo humorista (né Robert De Niro?), quem protestou no mesmo nível (Robert Downey Jr.) e quem protestou nos bastidores (quase todo mundo que virou piada). Se Hugh Hefner (o todo poderoso da Playboy) adorou a piada em sua homenagem, o presidente da Hollywood Foreign Press Association pôs panos quentes na polêmica e afirmou que “Ricky Gervais passou da linha”. Ao site TMZ, dizendo-se satisfeito com sua performance, o comediante inglês disse que não volta em um terceiro ano. “Três é demais não?”, emendou convicto.

 
 

O vencedor do sindicato dos produtores
A rede social sofreu na noite deste sábado (22) sua primeira importante derrota na corrida pelo Oscar. Derrota, até certo ponto, improvável devido o curso dos acontecimentos. E esta derrota foi para O discurso do rei que levou o prêmio de melhor filme do ano pelo sindicato dos produtores (PGA).
A vitória de O discurso do rei no PGA acirra a disputa pelo Oscar em um momento crucial. O PGA antecipou o vencedor do Oscar nos últimos três anos. Os últimos desacertos foram O segredo de Brokeback Mountain (Crash venceria o Oscar) em 2006 e Pequena miss sunshine (o Oscar iria para Os infiltrados) em 2007.


Tom Hooper, que teve seu filme premiado contrariando algumas expectativas, e Sean Penn que recebu um prêmio especial por questões humanitárias (o primeiro do tipo) do PGA



Selo de qualidade


Com imenso prazer e um forte sentimento de reconhecimento, Claquete recebe dos cinéfilos Rodrigo, do blog Cine Rodrigo, e Amanda, do blog CinePipocaCult, este selo de qualidade. É uma honra e um estímulo muito grande ser agraciado com essa homenagem. A regra pressupõe que até 15 blogs sejam indicados para receber a distinção. Claquete carimba este selo nos seguintes blogs:




Crônicas das 12 badaladas
Cinema e argumento
Cinéfila por natureza
Madame Lumière


As respostas do questionário que acompanha o selo:

Nome: Reinaldo Matheus d´ A. C. Glioche
Uma música: Like a rolling stone (Bob Dylan)
Humor: geralmente bom
Uma cor: azul
Uma estação: outono
Como prefere viajar: na verdade não sou muito de viajar...
Um seriado: Mad men
Frase ou palavra mais dita por mim: “Um minutinho!”

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - Os escolhidos dos sindicatos dos produtores e dos roteiristas

Foram divulgados hoje os escolhidos como os melhores filmes do ano para o sindicato dos produtores (PGA). A premiação é considerada pela indústria como forte termômetro para aferir o estado das coisas na corrida principal do Oscar, pelo troféu de melhor filme. Nesse sentido, filmes que andavam a perigo, como 127 horas e Atração perigosa (que circundavam as listas de melhores do ano, mas sem grande penetração) ganharam novo impulso. Contudo, nem sempre a lista divulgada pelo PGA é abalizada pela academia. No ano passado (primeiro ano com dez concorrentes tanto no Oscar quanto no PGA), apenas oito dos filmes lembrados pelo PGA foram ao Oscar na disputa por melhor filme. Invictus e Star trek, concorrentes ao PGA, deram lugar as produções Um homem sério e Um sonho possível no Oscar.
Esse ano, porém, a lista parece bem mais definitiva e encorpada do que no ano anterior. Ajuda o fato de haver melhores filmes em disputa. Apesar de alguns filmes esquecidos aqui ainda apresentarem chances de serem lembrados pelo Oscar, a disputa parece mais encaminhada. Ajuda nesse sentido, o fato de não haver dúvidas de que os dois blockbusters do ano que alimentam esperanças de Oscar ( A origem que fez mais de U$ 800 milhões e A rede social que já beija os U$ 200 milhões) mereçam estar nessa lista. Dessa maneira, filmes como Avatar, Star trek e Um sonho possível não precisam ser empurrados para garantir interesse da audiência.

A lista do PGA

127 horas
Atração perigosa
A origem
Cisne negro
O vencedor
Minhas mães e meu pai
O discurso do rei
A rede social
Bravura indômita
Toy story 3



Cartaz promocional de 127 horas, o filme que mais se beneficiou desta terça-feira de indicações de sindicatos


Já o sindicato dos roteiristas (WGA) ofereceu uma lista bem diferente do que se poderia supor. Isso ocorreu devido a uma regra um tanto corporativista que a associação mantém (que não ocorre com outros sindicatos) que só podem ser indicados roteiristas que sejam membros do sindicato. Com essa resolução, tornaram-se inelegíveis roteiros de produções de destaque como O discurso do rei, Blue valentine, Another year e O escritor fantasma. O que abriu vaga para filmes merecedores de lembrança, mas que não vinham sendo contemplados como O golpista do ano e Sentimento de culpa. As indicações ficaram da seguinte maneira:


Roteiro original:

A origem
O vencedor
Cisne negro
Minhas mães e meu pai
Sentimento de culpa


Roteiro adaptado:

A rede social
127 horas
Atração perigosa
O golpista do ano
Bravura indômita


Os prêmios distribuídos pelo WGA serão entregues em 5 de fevereiro, já o PGA concederá sua honraria em 27 de janeiro.



Quem se deu melhor?

É inegável que os grandes beneficiados dos anúncios de hoje foram os filmes de Danny Boyle e de Ben Affleck. 127 horas e Atração perigosa tiveram suas candidaturas ao Oscar vitaminadas. Se Bravura indômita, dos irmãos Coen, ainda despertava alguma desconfiança de que estaria entre os dez melhores do ano da academia, depois dos anúncios desta terça-feira esta dúvida foi dissipada. Com a impressionante carreira que a fita vem fazendo nas bilheterias americanas e o endosso da crítica e dos sindicatos, só quem vai ficar mal na fita mesmo é a HFPA que ignorou o filme por completo ao anunciar a lista dos indicados ao Globo de ouro. O vencedor parece ter garimpado de vez seu lugar entre os grandes do ano e Toy Story 3 repousa absoluto na vaga cativa das animações.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

OSCAR WATCH - As indicações do sindicato dos produtores

Foi divulgada hoje a lista dos indicados ao prêmio do sindicato dos produtores. O prêmio é um poderoso termômetro do que está por vir no Oscar, mas tal qual o globo de ouro tem apontado caminhos diferentes nos últimos anos. Em 2004 O aviador triunfou no PGA (sigla em inglês do sindicato) enquanto que Menina de ouro levou o Oscar de melhor filme, em 2005 ocorreu o mesmo com O segredo de Brokeback Mountain no PGA e Crash- no limite no Oscar e em 2006 com Pequena miss sunshine no PGA e Os infiltrados no Oscar.
Ano passado os indicados ao prêmio do PGA foram Milk – a voz da igualdade, Quem quer ser um milionário?, O curioso caso de Benjamin Button, Frost/Nixon e Batman – o cavaleiro das trevas. Apenas o último ficou de fora da disputa pelo Oscar de melhor filme e o vencedor do PGA se repetiu no Oscar (Quem quer ser um milionário?).
Assim como nos prêmios da academia, o número de indicados aumentou de 5 para 10 o que possibilitou algumas surpresas e dificultou a vida de candidatos dados como certo. Destaque especial para o documentário Sergio, sobre o brasileiro morto em missão de paz da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, que concorre entre os documentários e praticamente se assegura na lista do Oscar. Vamos a lista do PGA:

Os indicados a melhor filme:
-Avatar - Bastardos inglórios
-Distrito 9 - Invictus
-Star trek -Amor sem escalas
-Educação - UP- altas aventuras
-Preciosa - Guerra ao terror

documentário:
-Burma VJ
-The Cove
-Sergio
-Soundtrack for a Revolution


Animação:
-9
-Coraline
-O fantástico senhor raposo
-UP – altas aventuras
-A princesa e o sapo

Análise: Vamos as omissões primeiro. Nada de Nine, que cada vez parece mais out do que in. E nada de comédias. Se o AFI (American Film Institute) corou Se beber não case e o globo de ouro contemplou grandemente o novo trabalho de Nancy Meyers, Simplesmente complicado, o máximo que o sindicato dos produtores se permitiu foi coroar os blockbusters. Star Trek e Avatar (o último já era esperado) ficaram com as vagas que muitos acreditavam que podiam ir para os independentes 500 dias com ela e The messenger. De qualquer maneira o cinema independente angariou duas nomeações. Preciosa e Guerra ao terror chegaram lá. Além de Bastardos inglórios e Distrito 9, independentes sentimentais.
Como a disputa desse ano prevê 10 concorrentes, a margem de erro fica maior. Dificilmente essa lista será mantida no Oscar. Mas ela serve para impulsionar as candidaturas de Distrito 9 e Educação (esse em particular, um legítimo come-quieto da Sony Pictures Classics) e para solidificar as candidaturas de Avatar, Amor sem escalas, Guerra ao terror, Bastardos inglórios e Preciosa. Além de antecipar, o que cada vez mais parece inevitável, a inclusão de UP – altas aventuras entre os finalistas no Oscar.
Particularmente nesse prêmio, Avatar tem mais chances do que no Oscar. Uma vez que valoriza-se muito a logística aqui. O prêmio é entregue ao melhor trabalho de produção, não exatamente ao melhor filme (como no SAG o prêmio é entregue ao melhor elenco e não ao melhor filme), e nesse sentido Avatar está a passos largos de seus concorrentes. Contudo, Amor sem escalas uma produção charmosa de produtores bem relacionados também é forte candidato aqui. Correm por fora a tour de force dos produtores de Guerra ao terror e a produção com gosto de Europa de Harvey Weinsten (um Midas de premiações) com Bastardos inglórios.