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terça-feira, 19 de julho de 2011

Momento Claquete # 17

Dia do amigo
20 de julho
Os amigos de todos nós: o elenco da cultuada e saudosa sitcom Friends em foto promocional 


Rivalidade de mentirinha: Pitt e Clooney apostam quem vai ficar na frente na lista dos mais sexy do ano pela People. Os dois mantém uma forte amizade, apesar de Angelina Jolie considerar Clooney má influência sobre seu marido 


Quando éramos jovens: Damon e Affleck fizeram juntos o caminho do estrelato com Gênio indomável (1998). Damon logo se firmou como ator de prestígio, Affleck assumiu o lado galã, virou alvo de fofocas e acabou se descobrindo como diretor. A união entre os dois nunca esmoreceu. "Matt sempre lê meus roteiros", afirmou Affleck em uma entrevista promocional de Atração perigosa 


Na alegria e na tristeza: Mel Gibson e Jodie Foster se conheceram nos sets de Maverick (1994). De lá para cá, a relação de amizade só fez crescer. "Mel é gentil, carinhoso, profissional e super atencioso", diz Jodie Foster sempre que tem oportunidade. A atriz foi uma das poucas celebridades a defender veementemente o ator durante seu inferno midiático 

Preto e branco: Chris Rock só gosta de fazer humor com conotação racial, mas abre exceções sempre que seu chapa Adam Sandler o chama para participar de um de seus besteirois... 


Jogo de espelhos: a excelência reconhece excelência e para fazer valer o ditado motivacional, Steven Spielberg e Tom Hanks engataram uma forte amizade e, como bons judeus, parceria nos negócios após colaborarem em O resgate do soldado Ryan (1998)

 Camaradagem a toda prova: Shrek e burro foram feitos um para o outro, ainda que não admitam...


Não tão velhos para isso: a dupla de policiais de Los Angeles Roger Murtaugh (Danny Glover) e Martin Riggs (Mel Gibson) são tão amigos que riem quando brigam um com o outro... 


Um Facebook entre nós: os amigos Eduardo Saverin e Mark Zuckerberg não mantém o relacionamento na rede social criada por eles 


Amizade geracional: em tempos de despedida, Harry, Hermione e Ron não poderiam deixar de ser lembrados. Os três inseparáves amigos que marcaram Hogwarts e o cinema encerram essa homenagem de Claquete ao dia do amigo

domingo, 6 de março de 2011

Insight

Adam Sandler vale o ingresso?


Ele é seguramente um dos comediantes mais famosos (dos mais bem pagos é fato) dos Estados Unidos. Desde quando surgiu como leading man no cinema, em Afinado no amor (1998), Adam Sandler tem feito mais do mesmo. Das gags dos tempos de Saturday Night Live resta muito pouco. O que se vê no ator de filmes como Gente grande (2010) ou Esposa de mentirinha (maior estréia desse fim de semana nas telas brasileiras) é uma caricatura do ator limitado que surgira no final dos anos 90. Falar que Sandler é limitado não é ofensa. É um reconhecimento de seu tino artístico e proeza de manter-se no topo do cartaz por quase quinze anos. Outros comediantes, melhores do que Sandler, tais como Ben Stiller, Vince Vaughn e Jack Black, também o fizeram. Contudo, esses estão aí há menos tempo e, como já aventado, são melhores do que o ator que contracena com Jennifer Aniston em sua nova comédia.

Sandler, meio fora de foco perto das talentosas Jennifer Aniston e Nicole Kidman nos sets de Esposa de mentirinha: o tipo de sempre, mas a bilheteria já não é a de outrora...


Sandler, é bem verdade, já tentou – tal qual fizeram Jim Carrey e Will Smith – se experimentar por veias mais dramáticas. Esteve não menos do que deplorável em Reine sobre mim (2007), filme que remoia o trauma do 11 de setembro, e foi rejeitado em Tá rindo do quê? (2009), filme agridoce de Judd Apatow. Neste último filme, Sandler está eficiente na pele de um comediante que, com a proximidade da morte, treina um substituto (papel de Seth Rogen). Pode-se argumentar que há muito de real e simbólico na trama do filme de Apatow ao colocar Sandler e Rogen para contracenar nesses termos. Ainda assim Sandler não foi aprovado. O que não quer dizer que ele não tenha um público cativo. E só isso explica sua média de pelo menos um filme por ano. As fitas de Sandler estréiam nos EUA no recesso de inverno ou nas férias de verão. Esse dado indica uma alta aceitação entre o público adolescente. Quando fez filme para criança (Um faz de conta que acontece), o ator se saiu bem. O filme Disney fez mais de U$ 100 milhões domesticamente. Se não é uma quantia impressionante, por não se tratar de um blockbuster ou animação (nata do cinema infantil atualmente) é digno de nota.
Esses aspectos positivos não escondem o fato de que no início dos anos 2000, seus filmes rendiam mais. O paizão (1999), ainda seu grande hit, faturou nos EUA aproximadamente U$ 170 milhões. Zohan – o agente bom de corte (2008), um de seus últimos lançamentos, não chegou aos U$ 100 milhões nos EUA. Gente grande, no entanto, passou com folga dessa marca. O público parece direcionar Adam Sandler, como se dissesse que só deseja vê-lo na mais escatológica das comédias. Por isso, Eu os declaro marido e Larry (2007), ainda é seu maior sucesso recente. O desempenho de Esposa de mentirinha nos cinemas americanos não sugere nenhuma mudança nesse cenário. Sandler é um péssimo galã romântico. Não à toa, Drew Barrymore se esquecia dele toda manhã em Como se fosse a primeira vez (2003).

terça-feira, 29 de junho de 2010

Numerologia

Queda de arrecadação em relação ao ano passado
Já era sabido que o verão de 2010 seria menos vistoso que o de 2009 que foi impulsionado pelos ótimos filmes da temporada 2008. Porém, os executivos dos estúdios não esperavam um desânimo tão grande por parte do público. É verdade que a Copa do mundo, realizada em junho, entra em choque com alguns dos maiores lançamentos da temporada, mas os números já vinham baixos desde antes do início do mundial. Filmes como Sex and the city 2, Príncipe da Pérsia:areias do tempo, Robin Hood, Esquadrão classe A e Shrek para sempre faturaram bem menos do que seus estúdios estavam esperando. Até o momento, a queda em relação ao ano passado neste mesmo período do ano é de 30%. Um verdadeiro rombo nas finanças que nem em 3D fica menos preocupante. A expectativa da indústria é que Eclipse, que estréia nesta semana, ajude a diminuir os prejuízos.

Um ogro dando a volta por cima
A estréia não parecia promissora, mas segundo dados da Exibithor relations, Shrek 4 é o filme de maior estabilidade nas bilheterias desse verão 2010. O fato de ter sido a única fita a liderar por três finais de semana consecutivos corrobora este dado. O filme depois de um mês em cartaz, mantém ótima média de público por sala e, diferentemente de outras produções também lançadas em 3D, atrai grande público para as cópias tradicionais.



Não deu nada certo
Ashton Kutcher na febre para promover seu mais recente filme, Par perfeito, ameaçou divulgar ilegalmente os 20 minutos iniciais da fita. Além do puxão de orelha que levou do estúdio Lionsgate (que não havia exibido o filme para imprensa temendo reações adversas), Kutcher viu sua comédia de ação naufragar nas bilheterias. Depois da fraca estréia em que arrecadou U$ 16 milhões, a fita despencou no ranking americano e, conforme previsto, amealhou péssima repercussão crítica. O Washington Post escreveu acidamente: “Há filme que nem a pirataria salvaria”.


Os anos 80 invadem 2010
No fim de semana mais nostálgico de 2010, a adaptação da série de TV Esquadrão Classe A e o remake de Karatê Kid disputaram a preferência do público americano. Entre os dias 11 e 13 de junho, o filme estrelado por Jackie Chan e Jaden Smith levou a melhor. A atualização da história de um mestre das artes marciais e seu pupilo faturou U$ 56 milhões contra U$ 26 milhões do filme estrelado pelo grupo de militares mercenários. O resultado foi acima do esperado para o filme produzido pela Sony, cujo orçamento foi de U$ 40 milhões. Já Esquadrão Classe A, do estúdio Fox, custou U$ 110 milhões e o estúdio trabalhava com a hipótese de uma abertura na casa dos U$ 40 milhões, além da liderança doméstica no primeiro fim de semana.

Enquanto a Copa rola...
E no Brasil não foi muito diferente. Esquadrão Classe A só conseguiu uma quarta colocação no ranking brasileiro em sua estréia. No primeiro final de semana da Copa do mundo, o Brasil registrou queda de 29% em relação ao final de semana anterior, segundo dados do portal Filme B. A aventura da Disney O príncipe da Pérsia: areias do tempo manteve a liderança.

O plano C de Jennifer Lopez
O mais recente filme de Jennifer Lopez não emplacou. Depois de um jejum de 4 anos afastada das telas era de se imaginar que o público americano fosse prestigiar o retorno de J LO (que ainda este ano lança um novo álbum também). Não foi o que aconteceu. Plano B que teve uma estréia razoavelmente satisfatória no mercado brasileiro (alcançou a terceira posição no ranking com um faturamento superior a R$ 1, 2 milhão), não teve boa carreira nos cinemas americanos. Depois de dois meses em cartaz, a fita alcançou U$ 36 milhões e inscreveu-se como um dos maiores fracassos de 2010, já que o filme custou U$ 35 milhões. O jeito é esperar pelo resultado dos CDs.


Não é brinquedo não!
Toy story 3 registrou a maior abertura da história de um filme Pixar. Com U$ 110 milhões arrecadados no primeiro fim de semana em cartaz, a fita também se inscreveu, pelo menos temporariamente, como a terceira maior estréia do ano. Atrás apenas de Homem de ferro 2 (U$ 128 milhões) e Alice no país das maravilhas (U$ 116 milhões).
Em seu segundo fim de semana em cartaz, o filme faturou mais U$ 59 milhões e já soma U$ 227 milhões. Uma marca expressiva para a Pixar e para a média de faturamento dos filmes nessa temporada.

O império Disney no Brasil
E a Disney está rindo à toa. No Brasil, os filmes do estúdio estão reinando em absoluto. Alice no país das maravilhas não só é o filme de maior bilheteria do ano até aqui no país, como detém a melhor bilheteria de estréia de 2010 no Brasil. Príncipe da Pérsia: areias do tempo que nem sequer chegou perto do topo das bilheterias americanas, liderou as bilheterias brasileiras por três semanas consecutivas até a chegada de outro filme Disney, a animação Toy Story 3. 2010, no Brasil, é o ano o rato. E o nome dele é Mickey Mouse.


O melhor de sua espécie
E por falar em Príncipe da Pérsia: areias do tempo, a fita dirigida por Mike Newell se tornou a adaptação de videogame mais rentável da história. No final deste mês, o filme alcançou a marca de U$ 300 milhões mundialmente. Com isso, deixou para trás o antigo campeão, Lara Croft: Tomb raider (2001) que tinha U$ 274 milhões. Contudo, nem tudo são flores para a produção de Jerry Bruckheimer. Nos EUA, o filme pena para chegar aos U$ 100 milhões. Atualmente conta com U$ 85 milhões em caixa. Se considerarmos que o orçamento do filme beijou os U$ 200 milhões, a performance da fita desaponta.

Príncipe da Pérsia já detém um recorde para chamar de seu

Inveja mata!
A DC comics e a Warner, estúdio que detém os direitos sobre todos os personagens da DC comics, se miram no exemplo da Marvel e tentam emplacar, no cinema, personagens pouco conhecidos. Jonah Hex é um deles. A história de cowboy com retoques sobrenaturais estrelada por Josh Brolin, Megan Fox e John Malkovich, no entanto, decepcionou. O filme arrecadou impressionantes U$ 5 milhões em seu fim de semana de estréia. Disparada a pior estréia de um filme de verão em anos.

Adam Sandler se recupera!
Ano passado, a antecipada união do comediante com o diretor Judd Apatow, Tá rindo do quê? arrecadou U$ 22 milhões em seu fim de semana de estréia e fechou com míseros U$ 51 milhões sua carreira nos cinemas americanos. Este ano, Sandler juntou um time de comediantes (entre eles Chris Rock, Kevin James, Rob Schneider e David Spade) para rodar a comédia Gente grande. A fita fez U$ 41 milhões, mas não conquistou o topo das bilheterias. Um dado atípico que ocorreu pela segunda vez consecutiva na carreira do comediante.

domingo, 2 de agosto de 2009

Bilheterias

Números preliminares divulgados nesse princípio de noite dão a liderança das bilheterias americanas para a estréia Funny People, do prestigiado Judd Apatow de O virgem de 40 anos e Ligeiramente grávidos, com estimados U$23,4 milhões. Contudo nem tudo são flores. Os números, baixos para as pretensões do estúdio e ante o referencial de Apatow, representam a menor arrecadação de um primeiro lugar no Box office americano desde a estréia de Sim Senhor em dezembro do ano passado.
Em Funny People, Adam Sandler vive um comediante que ao descobrir que tem uma doença letal passa a boicotar seu casamento e a treinar um sucessor para seu ofício. É como se vê, uma comédia de tons sérios. Algo que o público de Sandler não está disposto a compactuar. Já havia sinalizado isso em Espanglês, comédia sobre imigração de James L. Brooks, a pior estréia de Sandler até Funny People e ainda mais enfáticamente em Reine sobre mim, incursão, mal sucedida em todos os níveis, do astro no drama. O recado das bilheterias é uníssono:"Pagamos para ver Adam Sandler fazer babaquices e só." Teria sido um erro de Apatow confiar seu protagonista a Sandler?
O diretor reúne aqui muitos de seus chapas de outros filmes, como por exemplo Seth Roghan, seu mais frequente colaborador, e sua esposa Leslie Mann. O tema, embora um pouco distante de seus outros trabalhos, não sublima as piadas. E Harry Potter também não fez crescer. O filme do bruxo fez U$ 19 milhões e pela segunda semana aparece confortável na segunda posição.
A culpa, para o bem ou para o mal, recaí sobre os ombros de Sandler. Um ator que embora carismático, padece, além da extrema limitação artística, do egoísmo de seu público.Que só aceita vê-lo no papel de boboca. É irônico, que seja assim que ele faça rios de dinheiro.