
O cinema de arte é mais prolífero e substancioso em constituir longevas parcerias do que sua contraparte comercial. Um dos expoentes que dão verniz a essa constatação é a parceria entre o cineasta chinês Wong Kar Wai e o ator, também chinês, Tony Leung.
Sabe quando você se sente confortável com uma roupa e só a usa em ocasiões especiais? Assim é o ator Tony Leung para o cinema de Wong Kar Wai. Dos dez filmes dirigidos por Wai (em um deles, Eros, ele assina apenas um curta), Leung esteve em seis. A comparação pode ser simplista, mas se justifica plenamente na penetração cultural obtida pela obra. Se Leung é um ator cult, deve isso a Wai e se Wai é um diretor respeitado nos círculos da crítica, o mérito tem de ser igualmente dividido com Leung.
O primeiro filme da parceria data de 1991. Dias selvagens é uma análise da juventude chinesa. Leung faz um jovem, cuja mãe é ex-prostitua e alcoólatra. Enquanto descobre que sua mãe não é sua mãe, e se apaixona, o personagem de Leung tem que lidar com uma China em transformação nos idos dos anos 60. O segundo filme de Kar Wai foi o primeiro a participar de uma série de festivais (na China ganhou prêmios em vários deles) e ajudou a sedimentar uma aura cult sobre a parceria que estava surgindo ali. Cinzas do passado (1994) foi o segundo filme em que colaboraram. Recentemente a produção ganhou uma versão do diretor e foi relançada nos cinemas (inclusive sendo exibido na Mostra de cinema de São Paulo).
Sabe quando você se sente confortável com uma roupa e só a usa em ocasiões especiais? Assim é o ator Tony Leung para o cinema de Wong Kar Wai. Dos dez filmes dirigidos por Wai (em um deles, Eros, ele assina apenas um curta), Leung esteve em seis. A comparação pode ser simplista, mas se justifica plenamente na penetração cultural obtida pela obra. Se Leung é um ator cult, deve isso a Wai e se Wai é um diretor respeitado nos círculos da crítica, o mérito tem de ser igualmente dividido com Leung.
O primeiro filme da parceria data de 1991. Dias selvagens é uma análise da juventude chinesa. Leung faz um jovem, cuja mãe é ex-prostitua e alcoólatra. Enquanto descobre que sua mãe não é sua mãe, e se apaixona, o personagem de Leung tem que lidar com uma China em transformação nos idos dos anos 60. O segundo filme de Kar Wai foi o primeiro a participar de uma série de festivais (na China ganhou prêmios em vários deles) e ajudou a sedimentar uma aura cult sobre a parceria que estava surgindo ali. Cinzas do passado (1994) foi o segundo filme em que colaboraram. Recentemente a produção ganhou uma versão do diretor e foi relançada nos cinemas (inclusive sendo exibido na Mostra de cinema de São Paulo).


Aos poucos o amor e suas vicissitudes se tornavam a matéria prima do cinema de Kar Wai e Leung a identidade visual desse cinema. Amores expressos (1994) e Felizes juntos (1997) voltavam a colocar Leung às voltas com amores e com uma China em frangalhos. Por este último filme, Kar Wai recebeu a Palma de Ouro de melhor direção. Mas foi com Amor à flor da pele (2000) que a parceria ganhou o mundo. O filme, que causou frisson no festival de Cannes daquele ano, rendeu a Leung a Palma de melhor ator e foi indicado a diversos prêmios como o Bafta e Globo de ouro. Novamente, os labirintos do amor em uma China desigual constituem o eixo central da trama em que um homem e uma mulher, cujos parceiros estão tendo relações extraconjugais, se aproximam.
O último projeto em que colaboraram foi 2046 – os segredos do amor (2004), em que Leung faz um escritor desiludido que tenta escrever uma ficção. A fita também esteve na seleção oficial de Cannes, festival que ambos viraram habituês. Os dois já fizeram parte do júri do festival, Kar Wai inclusive, presidiu a edição de 2007.
Wong Kar Wai e Tony Leung não estão envolvidos em nenhum projeto conjunto. Mesmo que não voltem a colaborar, os seis filmes que fizeram juntos sintetizam a força do cinema asiático e a expressividade desses dois artistas de primeira categoria.
O último projeto em que colaboraram foi 2046 – os segredos do amor (2004), em que Leung faz um escritor desiludido que tenta escrever uma ficção. A fita também esteve na seleção oficial de Cannes, festival que ambos viraram habituês. Os dois já fizeram parte do júri do festival, Kar Wai inclusive, presidiu a edição de 2007.
Wong Kar Wai e Tony Leung não estão envolvidos em nenhum projeto conjunto. Mesmo que não voltem a colaborar, os seis filmes que fizeram juntos sintetizam a força do cinema asiático e a expressividade desses dois artistas de primeira categoria.

Pôster de Amor à flor da pele: considerado pela crítica o melhor fruto da parceria