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segunda-feira, 5 de março de 2012

TOP 10 - As personagens femininas mais sexies do cinema

Para comemorar o retorno das musas a Claquete, a seção TOP 10 se investiu de um desafio um tanto complexo: eleger as dez personagens femininas mais sexies do cinema. Os critérios estabelecidos buscam evitar aquelas personagens desenhadas para ser explicitamente sensuais, caso da Lara Croft de Angelina Jolie ou da Barbarella de Jane Fonda. Mas não menospreza personagens que se mostram incrivelmente sexuais em filmes que lucram, concientemente ou não, com essa qualidade. O que ajuda a entender o porquê de produções tão distintas como A bela da tarde e O quinto elemento marcarem presença na lista.


10 - Leeloo em O quinto elemento (1997)
Milla Jovovich

Foi nesse filme de Luc Besson, então casado com Milla, que a atriz se tornou um sex symbol de alcance mundial. Na pele de uma alienígena de cabelo laranja e placidez fora do comum, a atriz dá forma a personagem que acaba por extravasar sensualidade justamente pelo mistério que representa. A ingenuidade que demonstra ao longo do filme só reforça essa condição.  


9 - Carla em Nine (2009)
Penélope Cruz

Carla, vivida de maneira escandalosamente sensual pela espanhola Penélope Cruz, não é tão ingênua quanto Leeloo, mas também não faz o tipo mulher fatal. Exceto por um número musical que protagoniza de tirar o fôlego no musical dirigido por Rob Marshall. Carla é amante do diretor de cinema Guido e tem com ele uma relação passional e efusiva. Carla mimetiza, propositadamente, tudo aquilo que a "outra" tem. Desde o fervor sexual até a tolerância excessiva com os desarranjos amorosos.


8 - Lúcia em Lúcia e o sexo (2001)
Paz Vega

Depois do término de um relacionamento amoroso Lúcia parte para uma ilha na tentativa de entender mais o namorado e acaba por descobrir mais sobre si mesma e sobre sua própria sexualidade. A perspectiva latina impregna o registro e Paz Vega explode em sensualidade na pele de uma mulher que floreia no que seria o outono de sua vida.


7 - Sugar Kane em Quanto mais quente melhor (1959)
Marilyn Monroe

Sugar Kane faz o tipo sexy sem querer. Voluptuosa, a aspirante a cantora desperta nos amigos vividos por Jack Lemmon e Tony Curtis o tino competitivo. Com voz melosa, fé no ser humano e senso de humor aprazível, Sugar Kane não despertaria o mesmo efeito se fosse vivida por outra atriz que não Marilyn Monroe. A fragilidade com a qual a atriz reveste sua personagem a torna ainda mais irresistível.


6 - Selina Kyle/Mulher gato em Batman – o retorno (1992)
Michelle Pfeiffer

Ela colocava a roupa de coro e se transformava. Selina Kyle, mulher tímida e desajeitada, se tornava a fatal e irresistível Mulher gato no segundo Batman de Tim Burton. A vilania nunca foi tão ...miau!


5- Séverine Serizy em A bela da tarde (1966)
Catherine Deneuve

Uma mulher rica e infeliz. Nesse clássico de Luis Buñuel a infelicidade de Sérevine tem a ver com frustração sexual. Seu marido não consegue lhe proporcionar prazer. Às tardes de Séverine passam então a ser dedicadas à busca pelo tal prazer. A musa mor francesa, Catherine Deneuve, nunca esteve mais picante e arrebatadora quanto na pele de Séverine. Talvez em Repulsa ao sexo, mas aqui ela é mais sexy.


4 - Gilda em Gilda (1946)
Rita Hayworth

Performer de voz rouca e presença acachapante. Foi, em certo nível, a desgraça de sua intérprete, a atriz Rita Hayworth que certa vez chegou a dizer que os homens iam dormir com Gilda e acordavam com ela. Dá para ter uma ideia do poder de sedução de Gilda... 


3 - Lisbeth Salander na trilogia Millennium (versões sueca e americana desde 2009)
Noomi Rapace e Rooney Mara

Tatuada, introspectiva, com pegada punk... Lisbeth Salander não é exatamente a descrição ideal de sensualidade, mas encarna sexualidade como poucas dessa lista. Vulnerável, agressiva e profundamente carnal, a hacker mais idolatrada da cultura pop já foi vivida por duas atrizes distintas no cinema. A versão de Rooney Mara é mais crua, densa e sexy.


2 - Mimi em Lua de fel (1992)
Emmanuelle Seigner

Enigmática e ao mesmo tempo explícita. O paradoxo de Mimi é belamente encarnado pela atriz Emmanuelle Seigner no auge de sua beleza. Principal corrente de uma história fetichista e sexual contada com requinte e sarcasmo pelo franco-polonês Roman Polanski. Mimi é classuda, sexy, instigante e profundamente penetrante. 


1 - Catherine Tramell em Instinto selvagem (1992)
Sharon Stone

A personagem que fez Sharon Stone e fez o cinema da década de 90 ficar mais sexy. Catherine Tramell, com toda a sua libido, não poderia ocupar outro lugar nesta lista.

sábado, 9 de julho de 2011

Cantinho do DVD

Milla Jovovich, Timothy Olyphant, Steve Zahn e Kiele Sanchez são atores que aguçam a curiosidade por A trilha, destaque de Cantinho do DVD desta semana. Contudo, o filme de David Twohy priva seus atores de surgirem minimamente interessantes em tela. Os clichês são o que incomodam de menos em A trilha; a verdadeira razão para o filme não ser lá tão interessante quanto uma rápida espiada em sua sinopse sugere, diz mais respeito a produção de suspense atual em Hollywood do que ao mal momento dos envolvidos no projeto.


Crítica

Um mal que acomete grande parte da produção de suspense atual é a necessidade de manter uma trama ágil, não necessariamente confiável, em constante fluxo de reviravoltas. É um risco recorrente que nem todos os roteiristas e diretores são capazes de arcar. O saldo pode se mostrar extremamente positivo ou ridiculamente comprometedor. A trilha (A perfect gateway, EUA 2009) se alinha à segunda patente.
O filme de David Twohy começa de maneira promissora dentro de suas proposições. Recém casados em lua de mel no Havaí passam a suspeitar de que o casal com quem estão fazendo trilha possa ser formado por dois psicopatas. A premissa na mão de um diretor mais bem admoestado no gênero poderia render mais do que os diálogos cafajestes de Timothy Olyphant (um bom ator que ainda não foi aproveitado a contento). Mas o roteiro não ajuda. Em um dado momento, o espectador começa a intuir que A trilha irá sair dos trilhos (trocadilho tão óbvio quanto o filme em um dado momento).
O texto, do próprio Twohy, que havia mostrado jeito para a ficção científica com Eclipse mortal (2000), envereda por um sem número de reviravoltas preguiçosas em nome de surpresas que, na verdade, não surpreendem.
A trilha é sintomático de tempos em que a audiência prefere se decepcionar com um filme com reviravoltas óbvias do que com um filme sem uma reviravolta sequer, mesmo que sólido dramaticamente.
Para manjar o filme, basta ficar atento a referência que Twohy, inclusive, insere nos diálogos: Assassinos por natureza. Quando o filme de Oliver Stone é mencionado, fica claro de uma vez por todas que as prioridades em A trilha são outras. Infelizmente.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ESPECIAL HOMENS EM FÚRIA - Ela é o motivo!


Muitos filmes se assentam sobre a disputa de dois homens por uma mulher. É um dilema de ares shakespearianos muito bem aproveitado pelo cinema em linhas gerais. Não é exatamente o mote de Homens em fúria, mas a ideia está lançada em seu âmago. E que mulher mais indicada para protagonizar a polarização entre dois homens perturbados do que a ucraniana Milla Jovovich? A modelo fez sua estréia no cinema americano em De volta a lagoa azul (1991), aos 16 anos de idade e com uma beleza hipnótica. Mas só dali a alguns anos pelas mãos de Luc Besson (com quem se casaria) que Milla virou grife no cinema. Ao ser o quinto elemento que Bruce Willis tem de proteger no filme O quinto elemento (1997), a atriz cativou pela beleza e pelo carisma. Besson fez um épico só para ela (Joana D´ Arc) que naufragou junto com o casamento. Vieram participações em filmes como Zoolander e O hotel de um milhão de dólares até que surgisse a franquia baseada nos games Resident Evil (2002) e novo casamento, dessa vez com o diretor Paul W. Anderson. O filme que chegou ao quarto exemplar em 2010 sedimentou Milla como action hero e fez de sua exuberância física não só um ás para a série, como algo reconhecível quando se fala da atriz. Justamente por isso, clama à curiosidade sua participação em Homens em fúria. Milla aqui assume um papel dramático até então inédito em sua carreira. Investindo na sensualidade inerente a sua pessoa e exibindo muita segurança ao desvendar um personagem com inclinação polêmica, Milla demonstra que tem estofo dramático para viver sem zumbis.