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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Para explicar o mundo - Invictus

O presidente Nelson Mandela e o capitão da seleção sul-aficrana de Rúgbi, François Pienaar ...


... em cena dramatizada no filme de Eastwood com os atores Morgan Freeman e Matt Damon


Invictus, novo trabalho de Clint Eastwood, trabalha em duas linhas de frente bastante cristalinas e caras ao cinema. O filme de esporte e a biografia. Ambas convergem para que se agigante os aspectos motivacional e redentor pretendidos pela produção.
Os filmes de esporte geralmente são imbuídos de altas voltagens de inspiração e identificação. Algo que encontra ressonância nas incríveis trajetórias de vida que o cinema costuma dramatizar. Invictus é pontual e brilhante em capturar de maneira extremamente bem sucedida um raro ponto de intersecção entre esses dois gêneros. Um raro ponto de intersecção também na vida, já que a arte, nesse caso pode não imitar, mas reproduz a vida com orgulho e reverência.
O filme Invictus se baseia no livro reportagem Conquistando o inimigo, do jornalista e correspondente internacional John Carlin. Livro e filme versam sobre a África do sul do pós- apharteid. Um país que acabara de eleger um negro que estivera preso por 27 anos por ligações com grupos terroristas. Nelson Mandela tinha a sua frente, um país economicamente quebrado, profundamente segregado e pouco tolerante a mudanças estruturais.
Foi justamente no esporte, mais precisamente no rúgbi – esporte genuinamente praticado por brancos, que o presidente e Nobel da paz vislumbrara uma oportunidade de unificar o país. Se não curar as feridas, pelo menos abrandá-las a dor. Mandela iniciou então um trabalho de auto-estima nacional. Um exercício de convencimento duro, exaustivo, arriscado e que punha em risco todo o seu capital político. O filme se concentra nesse recorte. Embora Eastwood valorize detalhes e sugira através de algumas cenas a instabilidade que cercava Mandela e a África do Sul, o filme não cobre a saga de Mandela tão amplamente quanto o livro. O filme por exemplo insinua a insegurança política a qual Mandela se equilibrava, mas Carlin discorre sobre isso com muito mais detalhes. Embora a linha narrativa de ambos seja a mesma, a preparação e a conquista da copa do mundo de rúgbi. “A copa foi o momento em que Mandela atingiu sua legitimidade, quando os brancos aceitaram que poderiam ter um presidente negro”, disse Carlin em recente entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
Com a proximidade da copa do mundo de futebol na África do Sul e com um presidente bem menos insidioso e inspirador como Jacob Zuma, vale a pena rememorar o passado para seguir no caminho do futuro certo e próspero.


Cena de Invictus: O esporte como elemento agregador

Para ler: Conquistando o inimigo: Nelson Mandela e o jogo que uniu a África do Sul, John Carlin, editora Sextante
Para ver: Mandela – a luta pela liberdade, dirigido por Billie August
Para saber mais: Nelson Mandela

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Critica - Invictus

Sobre triunfar e perdoar!

Eastwood e toda a classe de seu cinema a serviço de um ideal e de uma homenagem

É interessante observar a evolução de Clint Eastwood enquanto cineasta. Se existe um tema que pauta sua obra de maneira uniforme, esse tema é a vingança. Esteve presente em dois de seus melhores trabalhos como cineasta, Os imperdoáveis e Sobre meninos e lobos. A obsessão de Eastwood por desvelar os mecanismos e o combustível desse sentimento, no entanto, dão vez ao fomento de um gesto muito mais nobre e de difícil gestação; o perdão. A capacidade de perdoar já estava presente em seu último filme, Gran Torino, mas é o principal elemento de Invictus (EUA 2009). O filme, embora seja um exemplar mais convencional- que cede a certos preceitos de um cinema mais acadêmico, mais tradicional – preserva a essência desse diretor tão inquieto quanto um pré-adolescente.
Invictus, que é baseado em um livro reportagem de John Carlin, debruça-se sobre os esforços do recém-empossado presidente da África do Sul, Nelson Mandela, para encurtar os laços de ódio que segregavam brancos e negros em uma África do sul ainda às sombras do Apartheid, um dos regimes segregacionistas mais rígidos e cruéis da história da humanidade.
Invictus (que herda o nome de um poema que inspirava Mandela a manter-se esperançoso) mostra os bastidores da estratégia de Mandela para conseguir esse intento. Através do esporte, da copa do mundo de rúgbi em particular, ele via uma oportunidade de ouro de unir seu país. Eastwood se ocupa, então, de mostrar essa história. Mas sempre com atenção aos detalhes. Detalhes que valorizam o registro. Como a luta entre o homem e o líder (potencializada pela sublime atuação de Morgan Freeman) que se obriga a ser um exemplo de agregação mesmo contrariando a família com quem não mantém fortes laços (essa dialética familiar é outra obsessão de Eastwood); ou a transformação que seus seguranças atravessam pelo convívio, a principio forçado; ou ainda, quando a trajetória de vida do presidente inspira o desacreditado capitão do time sul-africano. Esses detalhes, principalmente quando a platéia se dá conta deles, acrescem muito ao filme.
Contudo, Invictus cede ao sentimentalismo. Algo que seria inevitável em uma trama como a retratada, poderia ser suavizado como o próprio Eastwood fizera em outro filme que gravita em torno do esporte, Menina de ouro.
Esse “porém” minimiza a força de Invictus enquanto cinema, mas não diminuí o impacto de sua história. É um filme sobre como chegar ao triunfo. Mas também sobre como fazê-lo da maneira mais nobre, mais humana e mais inspiradora. Invictus não é nem de longe o melhor Eastwood. Mas é um filme obrigatório para quem gosta do cineasta e para quem gosta de filmes edificantes.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Movies Great Partnerships - Clint Eastwood & Morgan Freeman



Eles não são melhores amigos. Tão pouco mestre e pupilo. Na verdade, Clint Eastwood, 79 anos, e Morgan Freeman, 72 anos, não se ajustam às convenções das grandes parcerias cinematográficas. Ambos já haviam consolidado suas carreiras antes de estabelecerem parceria. Mas foi justamente no momento dessa união que Morgan Freeman e Clint Eastwood atingiram o melhor momento de suas carreiras. Duas vezes.
Clint e Morgan são hoje bons amigos que confiam um no outro sem amarras e sem pré-condições. “Isso facilita na hora de rodar um filme”, admitiu Morgan Freeman à época do lançamento de Menina de ouro, sobre o fato de ambos os veteranos se conhecerem de outros carnavais.
“Clint Eastwood é um diretor econômico e eu gosto de pensar que sou um ator simples”, disse Morgan em recente entrevista a revista Empire, durante um ensaio fotográfico que rememorou Os imperdoáveis. A parceria de Morgan e Clint, embora possa parecer restrita a relação de ator e diretor, é mais extensa; o que configura mais um aspecto pouco convencional dessa grande parceria do cinema. Eles também dividem a cena, com extrema desenvoltura, em Os imperdoáveis e Menina de ouro, ambos vencedores dos Oscars de filme e direção. A terceira colaboração, Invictus, que chega agora aos cinemas brasileiros, é mais convencional. Clint está apenas na direção e Morgan tem o show todo para ele. Ou seria o contrário? Como se trata de uma parceria, quem ganha mesmo, somos nós.


Os homens certos para a tarefa
Em Os imperdoáveis Morgan Freeman e Clint Eastwood vivem cowboys desesperançados. São homens amargurados e perseguidos pelo passado que aceitam um novo trabalho. Achar e punir os responsáveis por retalhar uma prostituta. O filme de Clint Eastwood é um western definitivo, em sua estrutura e em seu discurso. Passa a limpo todo um gênero cinematográfico e, de quebra, tece comentários tenazes sobre o deslocamento do ideário do machão no cinema americano. Freeman e Clint vivem amigos de longa data aqui. Chama a atenção a naturalidade dos gestos e da química entre os atores.


Clint e Morgan posam para o ensaio especial de 20 anos da revista de cinema Empire: Um filme que marcou época


Essa vida que vivemos
Em Menina de ouro, Clint Eastwood, o diretor, novamente escala Morgan Freeman para ser o melhor amigo do Clint Eastwood ator. O filme que emite a cada fotograma uma tristeza emulada em nostalgia ganha força na performance dos dois atores que foram lembrados pelo Oscar(Freeman venceu como coadjuvante). A amizade e o respeito que os personagens de Clint e Morgan tem um pelo outro são um dos muitos trunfos dessa vitoriosa fita. Menina de ouro versa sobre arrependimentos, redenção, confiança, amor, abandono e muitas outras coisas. É um filme, que em certo nível, mimetiza a obra dessas duas lendas vivas.


Em Menina da ouro, filme sobre as tragédias da vida, Clint e Morgan têm seus melhores momentos como atores


Para honrar uma lenda
E por falar em lendas, nada melhor do que duas lendas vivas reunidas para honrar uma terceira. Invictus, que antes se chamaria de The human factor, tinha uma diretriz muita clara. Narrar a experiência de Nelson Mandela em unificar a África do sul. O projeto foi oferecido a Eastwood e foi questão de tempo até Freeman entrar a bordo. O próprio Mandela disse em certa oportunidade que só o ator poderia vivê-lo em um filme sobre sua vida. Freeman e Eastwood juntos pela terceira vez por Mandela. Ele não poderia pedir melhor.


Morgan Freeman, Clint Eastwood e Matt Damon, os homens que deram vida a Invictus em outro ensaio fotográfico para deleite cinéfilo


Os números da parceria:
+ 3 filmes
+ Os imperdoáveis ganhou quatro oscars (filme, direção, montagem e ator coadjuvante para Gene Hackman)
+ Menina de ouro ganhou 4 oscars (filme direção, atriz para Hillary Swank e ator coadjuvante para Morgan Freeman)
+ As duas indicações ao Oscar de melhor ator da carreira de Clint Eastwood vieram dessas duas colaborações com Freeman
+ Foram também por essas duas colaborações que Clint Eastwood ganhou seus oscars de direção
+ Foi por Menina de Ouro que Morgan Freeman recebeu seu primeiro Oscar, depois de 4 indicações
+ Morgan Freeman foi o narrador de um documentário sobre a vida de Clint Eastwood produzido pela Warner em 2005
+ Menina de ouro e Os imperdoáveis estão na lista American Film institue (AFI) dos 100 melhores filmes da história do cinema americano
Fotos: Empire , Parade e Reusters

domingo, 10 de janeiro de 2010

OSCAR WATCH - O semeador de Oscars


Ele fez fama como caubói. Com sua cara fechada e a exaltação do conservadorismo e dos ideais republicanos impelidos em seus personagens, geralmente caricatos, Clint Eastwood nos anos 70 (quando começou a dirigir, inspirado pelo mentor Sergio Leone), jamais seria apontado como um dos principais cineastas da história do Estados Unidos e do cinema em uma evolução natural da avaliação.
Desde Perversa paixão, um de seus primeiros trabalhos como cineasta, é inegável sua evolução no oficio. Aliás, as transformações que se vislumbram na persona de Eastwood devem muito a sua sensibilidade como diretor. Algo que quem quer que o visse como o dirty Harry de Perseguidor implacável, acharia improvável.



Ao mestre com carinho: Angelina Jolie, que não esconde a admiração que tem por Eastwood, vai com a família prestigiar o diretor na pré -estréia de Invictus em Los angeles


Nessa década em especial, Clint Eastwood patenteou-se como um dos maiores autores americanos. Realizou obras profundas, e que posteriormente serão analisadas em escolas de cinema, como Sobre meninos e lobos, Menina de ouro, A conquista da honra, Cartas de Iwo Jimma, A troca, Gran Torino e mais recentemente Invictus. Chegou de uma forma ou de outra ao Oscar e propiciou que aqueles que trabalhassem com ele também chegassem.
Eastwood recebeu honrarias em Cannes, Veneza, foi indicado a diversos prêmios nos Estados Unidos e assegurou-se como um dos maiores acontecimentos, do mundo do cinema, na década passada. Contudo nada é mais indicador de sua sensibilidade e dom para o oficio de dirigir do que à luz que traz aos atores que com ele trabalham.

Hillary Swank enfrentava o descrédito da indústria, mas trinfou no Oscar por seu desempenho em Menina de ouro


É verdade que Sean Penn, Hillary Swank, Gene Hackman, Morgan Freeman, Angelina Jolie, Meryl Streep,Tim Robbins e o próprio Eastwood são grandes atores. Mas todos chegaram ao Oscar pelas mãos de Eastwood. No caso de alguns, como Penn, Robbins e Freeman, injustiçados históricos que só foram laureados após trabalharem sob as ordens do diretor. Outros como Angelina Jolie e Meryl Streep não chegaram a vencer quando concorriam ao prêmio pelo trabalho com o cineasta, mas voltaram ao Oscar depois de longos hiatos. Há ainda os casos de Gene Hackman e Hillary Swank, que já haviam ganhado um Oscar antes, mas caíram em descrédito e voltaram a glória, e a empunhar um Oscar, ao trabalhar com o cineasta. Mas não são só os atores que saem valorizados por Eastwood não.


Morgan Freeman recebe seu primeiro Oscar por Menina de ouro: esse ano ele deve voltar a disputa por outra colaboração com Eastwood, Invictus

O estúdio Warner Brothers não quis saber de concorrência e fez um contrato de exclusividade com o diretor, nos moldes daqueles que eram praticados na era de ouro de Hollywood. A parte os dois longas sobre a segunda guerra mundial e o mais recente Invictus (produzidos em parceria com a Universal), todos os longas do cineasta são produzidos exclusivamente pelo estúdio. A confiança em Eastwood, depois do êxito de Menina de ouro, é total. Espera-se pelo momento que ele irá erra a mão, se errar. Matt Damon e Morgan Freeman (novamente) estão na fila para engrossar as conquistas desse semeador de oscars.


O primeiro dos dois Oscars que Sean Penn tem hoje veio pelo trabalho em Sobre meninos e lobos


Alguns números de Eastwood no Oscar:
2 vitórias como produtor (Os imperdoáveis e Menina de Ouro) e outras 2 indicações (Sobre meninos e lobos e Cartas de Iwo Jimma)
2 vitórias como diretor (Os imperdoáveis e Menina de ouro) e outras 2 indicações (Sobre meninos e lobos e Cartas de Iwo Jimma)
2 indicações como ator (Os imperdoáveis e Menina de ouro)
Dica: O canal globo news exibirá um especial sobre a carreira dessa lenda viva do cinema. Nos dias 13 e 20 de janeiro às 23:00h, o programa Arquivo N será dedicado a vida e obra de Clint Eastwood.

sábado, 5 de dezembro de 2009

OSCAR WATCH - Pode o clima de Copa do mundo favorecer Invictus?


Como todos sabem, ontem foi o dia do sorteio das chaves da copa do mundo da África do Sul. Agora mais do que nunca o clima é de copa. Mas o que o cinema tem a ver com isso? Bem, em 2008, tivemos as olimpíadas na china e Hollywood aproveitou a onda. Kang Fu panda foi um dos maiores sucessos do ano e se passava no país para o qual o mundo voltava os olhos. A recepção do mercado chinês foi boa. A china, costumeiramente retratada como um país de contradições e repressão, foi pincelada de forma heróica no recente 2012. Mas isso é outro papo.
Um dos principais lançamentos dessa temporada do Oscar é o novo filme de Clint Eastwood. Invictus se passa em uma África do Sul ainda fragilizada pelo Apartheid e recorta o momento em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) vale-se do esporte, no caso o rúgbi, para unificar o país. Além da mensagem de tolerância, do drama edificante, o que Invictus carrega em seu cerne é a promoção do esporte como veículo de integração e afirmação da paz e de um povo. A Copa na África (a primeira a ser realizada naquele continente) carrega essa simbologia. Com um Oscar que se projeta cada vez mais internacional, lembremos que Quem quer ser um milionário, vencedor desse ano passa-se na Índia, prestigiar a África do sul e um filme que coloca suas mazelas (mas também suas virtudes) em foco, pode ser o próximo passo nesse sentido. Afinal de contas, o Oscar nunca escondeu seu viés social e os prêmios para Milk- a voz da igualdade e Quem quer ser um milionário ( filmes de forte apelo social e sofríveis do ponto de vista artístico) esse ano, demonstram que essa tendência está mais forte do que nunca.
Por outro lado, o Oscar está tentando se ajustar em outras frentes. A primeira é tornar o programa de tv mais aprazível (algo que já aconteceu com Hugh Jackman esse ano). A segunda é aprimorar seus métodos de aferição. A edição de 2010 trará muitas surpresas (tema de um outro post) que visam tornar a premiação mais justa e menos suscetível a fatores externos como o que trata esse artigo.
De qualquer maneira há dois fatores que devem incidir tanto quanto a copa do mundo na campanha de Invictus pelo Oscar. O primeiro deles é Clint Eastwood. Não é segredo nenhum que ele é um favorito da academia. Lenda do cinema que se reinventou da década como cineasta de primeira grandeza, o ator e diretor foi desprezado ano passado por dois excelentes trabalhos. Tanto Gran Torino como A troca eram filmes superiores a muitos que integraram a lista de melhores filmes. Essa omissão pode ter seu peso na escolha desse ano. Outro hábito recorrente e que parece longe de um salutar fim é essa política de compensação por parte da academia que gera mais injustiças do que reparações. Um outro fator que pode equilibrar e frear um pouco as assunções aqui expostas é o fato de que americanos não gostam de futebol. Do nosso futebol com os pés. Então esse clima de copa do mundo não contagia a América da forma que atinge o resto do mundo, especialmente brasileiros.
Nos nove fora, porém, Invictus parece ter mais a se beneficiar do ambiente extra campo dessa disputa do que a perder.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

OSCAR WATCH - National Board of review 1

Foram divulgados hoje os vencedores do National Board of Review, importante e tradicional associação de críticos da costa leste dos Estados Unidos. O filme Amor sem escalas (Up in the air) de Jason Reitman foi eleito o melhor filme de 2009. Integram o top 10 da associação filmes como Bastardos inglórios de Quentin Tarantino, Invictus de Clint Eastwood, Star Trek de J.J Abrans e 500 dias com ela de Mark Webb.
George Clooney por Amor sem escalas e Morgam Freeman por Invictus dividiram o prêmio de melhor ator. A melhor atriz foi Carey Mulligan por Sedução. Clint Eastwood foi escolhido o melhor diretor. A entrega dos prêmios em jantar realizado na cidade de Nova Iorque será em 12 de janeiro.
Amanhã você terá aqui em Claquete a lista completa dos vencedores e uma análise pormenorizada do que o prêmio significa para a temporada de ouro do cinema.

domingo, 27 de setembro de 2009

TOP 10

O Top 10 de hoje traz os 10 filmes mais aguardados e interessantes dessa safra de final de ano nos EUA. Alguns deles, obviamente só chegam as telas brasileiras no começo de 2010. Os critérios para a inclusão desses filmes aqui são variados. Eis alguns: Potencial de premiação, diretor cult, reunir um séquito inquieto de fãs, boa história, elenco...
Para assistir o trailer de cada filme, é só clicar no título de cada um.


10 -It´s complicated

Se você é daqueles que assistiu inúmeras vezes Do que as mulheres gostam, que amou de paixão o romântico O amor não tira férias, que se divertiu e emocionou-se com Alguém tem que ceder, esse é o seu filme. Em comum, todos eles têm a diretora e roteirista Nancy Meyers. Seus filmes abordam os relacionamentos amorosos sob uma perspectiva sofisticada e com graça - até nas situações mais incômodas. No novo filme, Merly Streep vive uma mulher recém divorciada, com filhos naquela idade que querem tudo menos saber da mãe, que vive um momento de extrema carência. Ela se aproxima de seu vizinho(Steve Martin), gentil, atencioso e que secretamente sempre nutriu interesse por ela. Contudo, seu ex-marido (Alec Baldwin), sentindo-se sufocado em um relacionamento com uma mulher mais jovem, resolve se aproximar dela novamente.

Estréia prevista nos EUA: 25 de dezembro
Estréia prevista no Brasil: janeiro de 2010


9- Código de conduta (Law abding citizen)
A justiça é morosa. Isso é pacífico.Mas há pessoas que podem reclamar mais. De que a justiça, afinal de contas, não é tão justa assim. É o que acontece com o personagem de Gerard Butler em Código de conduta. Sua família foi brutalmente assassinada, seus algozes sairão impunes em virtude de um acordo com a promotoria para pegar criminosos de maior estatura. Butler, então, inicia uma caçada sem voltas contra tudo e todos que embargam o sentido de justiça. Promete ação e catarse coletiva dentro dos cinemas.

Estréia prevista nos EUA: 2 de outubro
Estréia prevista no Brasil: 23 de outubro


8 - Substitutos (Surrogates)
Nova fita de ação de Bruce Willis. Só por isso já vale. Contudo, essa ficção científica promete adentrar a galeria dos filmes cult. Em Substitutos, nos deparamos com uma realidade em que humanos não saem de casa para nada. Seus avatares (versões perfeitas de cada humano na terra) vivem e fazem tudo para nós.Contudo, o detetive vivido por Willis terá de se arriscar em um mundo que não conhece (pessoalmente) para investigar um crime.

Estréia nos EUA: na sexta feira passada
Estréia prevista no Brasil: 16 de outubro

7- A estrada ( The road)
Ficção apocalíptica com pedigree. O livro, no qual o filme se baseia, é do mesmo autor do neo – clássico Onde os fracos não tem vez. Em uma época pós-desastre nuclear, a humanidade está em extinção. Um pai (Viggo Mortensen) faz de tudo para manter seu filho, e a si próprio, vivos.

Estréia prevista nos EUA: 25 de dezembro
Estréia prevista no Brasil: 10 de fevereiro

6- Up in the air

Nova fita de Jason Reitman, o homem por trás dos badalados Obrigado por fumar e Juno. Em Up in the air, George Clooney faz um especialista em demitir pessoas. Ingrata tarefa que ele faz em escala planetária.Vive viajando e não tem tempo para o amor e outras coisinhas. A proposta do filme é investigar a angústia vivenciada por esse personagem trágico.

Estréia prevista nos EUA: 10 de Dezembro
Estréia prevista no Brasil: fevereiro de 2010


5- 2012
Nova fita catástrofe de Roland Emmerich, diretor de Godzilla e O dia depois de amanhã. No filme, cumpre-se uma profecia maia que dá conta do fim do mundo em 2012. Seguem-se os tradicionais clichês, personagens dispensáveis e efeitos especiais, esses sim, cada vez mais elaborados.

Estréia prevista nos EUA: 13 de novembro
Estréia prevista no Brasil: 13 de novembro


4 - Lua nova ( New moon)
Se você estava no planeta terra no último ano, sabe que ele foi tomado por vampiros e seus adoradores. A frente dessa nova mania mundial estão os vampiros, e lobisomens a partir de agora, de Crepúsculo. A saga continua em Lua Nova. No filme Bella é confrontada com as limitações da natureza de sua relação com Edward. Como resultado se aproxima do amigo Jacob, que também guarda segredos, digamos cabeludos.

Estréia prevista nos EUA: 20 de novembro
Estréia prevista no Brasil: 20 de novembro

3 -Invictus *
O novo drama de Clint Eastwood (e só essa frase, já torna Invictus obrigatório) é sobre a luta de Nelson Mandela por uma Africa do Sul unificada, livre do pesadelo do apartheid. Aqui conta-se a história da união entre Mandela (Morgan Freeman) e um distinto esportista branco (Matt Damon) que compartilhavam do mesmo ideal.

Estréia prevista nos EUA: 20 de novembro
Estréia prevista no Brasil: Fevereiro de 2010

2 -Avatar
O novo filme do homem que conquistou o mundo com Titanic 12 anos atrás. E que ainda detém o recorde de bilheteria da história do cinema. James Cameron finalmente lança seu novo trabalho. A ficção científica rodada inteiramente em 3D com tecnologia, diz-se, revolucionária. Em um planeta distante, seres humanos usam avatares para iniciar um processo de colonização. Cameron argumenta que esperou esse tempo todo, porque não havia tecnologia disponível para rodar seu filme. Então tá.

Estréia prevista nos EUA: Dezembro de 2009
Estréia prevista no Brasil: Dezembro de 2009

1-Nine
Daniel Day Lewis, Fergie, Nicole Kidman, Judi Dench, Penélope Cruz e Marion Cotillard em musical dirigido por Rob Marshal. Precisa dizer mais alguma coisa? Bem, Nine é uma adaptação de uma peça teatral inspirada na obra máxima de Frederico Fellini, 8 e ½. Os delírios, desamores e vícios de um cineasta de status. Espere números musicais vibrantes, um Daniel Day Lewis intenso e alguma critica ao glamaouroso mundo das celebridades.

Estréia prevista nos EUA: 25 de novembro
Estréia prevista no Brasil: janeiro de 2010

* ainda não há trailer disponível