Em 2000, Entrando numa fria se consolidou como um dos maiores sucessos daquela temporada. Robert De Niro se divertia rindo de si mesmo como um sogro daqueles e Ben Stiller fazia o que sempre soube fazer de melhor como o (futuro) genro em busca de aprovação. Quatro anos depois, a sequência fez ainda mais dinheiro com as adições de Dustin Hoffman e Barbra Streisand como os pais hippies do personagem de Stiller. O segundo filme já não era tão bom. O terceiro filme, lançado em 2010, desce um pouco mais nessa linha evolutiva. Ainda assim, rende uma boa sessão de DVD em família.
Crítica
O terceiro filme da franquia Entrando numa fria é um campeão de bilheteria. Dirigido dessa vez por Paul Weitz, com Jay Roach que dirigiu os dois primeiros assumindo a produção executiva, Entrando numa fria maior ainda com a família (Little fockers, EUA 2010) recupera as esquetes de desconforto familiar.
Assim como ocorreu com a segunda fita, a boa premissa do original é temperada com doses de mau gosto que se não chegam a incomodar, aguçam o constrangimento hora ou outra.
Na terceira fita, encontramos Greg (Ben Stiller) e Pam (Teri Polo) às voltas com a dura rotina de pais de crianças tão ativas e enérgicas como manda a normalidade. Greg ainda precisa lidar com a insegurança de Jack (Robert De Niro), o sogro aposentado da CIA que adora marcar com a cara do genro, que acaba de descobrir que seu outro genro traiu a filha dele. Jack, então, se volta para Greg para se certificar que ele seja capaz de liderar o clã quando ele já não estiver mais por perto.
Com essa storyline, o filme perpassa uma bem humorada homenagem a O poderoso chefão, aproveita a bela Jessica Alba para testar a fidelidade de Greg e recupera Owen Wilson, que fizera um riquinho apaixonado por Pam no primeiro filme, para entreter a platéia com o inferno familiar dos Fockers.
Não há muito que se ver em Entrando numa fria maior ainda com a família. A originalidade da proposta se esgotou no primeiro filme. A bem sacada ideia de reunir Dustin Hoffman e Barbra Streisand como os pais hippies de Greg como contraponto a sisudez do Jack de Robert De Niro proporcionou alguns bons momentos no segundo filme; mas o terceiro não apresenta nada de novo. Os filhos de Greg e Pam não são suficientemente aproveitados pelo roteiro que prefere investir na dinâmica entre De Niro e Stiller. E como provam os milhões nas bilheterias, ela ainda rende um bocado.



