domingo, 3 de julho de 2011

Insight

O mundo de brinquedos de Michael Bay



Acostumou-se a falar mal de Michael Bay. O diretor é cria do megaprodutor Jerry Bruckheimer e descobriu-se como artesão do cinema testosterona hollywoodiano. A grife Michael Bay sustenta filmes como A rocha, os dois Bad boys, Armageddon, Pearl Harbor, A ilha e a série Transformers. O primeiro filme, de 2007, marcou o distanciamento de Bay de seu tutor, Bruckheimer. Mas as costas continuaram quentes. Steven Spielberg foi quem convidou Bay para dar vida aos brinquedos da Hasbro nos cinemas.
A fama de Michael Bay não é das melhores. Seus filmes podem ter grandes orçamentos, muita mídia e um baita retorno financeiro, mas não têm prestígio. As críticas são sempre péssimas, o público sempre bastante segmentado e Hollywood parece se divertir com o status de pior diretor do mundo que lhe aferiu. Mas o “artesão da destruição”, como já foi carinhosamente chamado pelo semanário Hollywood Reporter, não se importa com rótulos ou presunções. “Faço os filmes que gosto, da maneira que gosto”, admitiu certa vez. É uma política honesta. Seus filmes rendem porque cumprem exatamente aquilo que prometem. Fiapos de história, algum humor e muita ação.
Bay, é bem verdade, já tentou se levar a sério. A repercussão de Pearl Harbor (2001), no entanto, o devolveu à perspectiva que ele hoje se encontra confortável.
Desde o início dos anos 2000, se descobriu como produtor. Privilegiando fitas de terror, principalmente refilmagens, posicionou-se como garimpador de novos talentos. Marcus Nispel (que esse ano entrega a refilmagem de Conan) foi bancado por Bay na refilmagem de O massacre da serra elétrica (2003).
Michael Bay pode ser um diretor de filmes de entretenimento, mas tal qual o técnico de futebol mais vitorioso do futebol brasileiro atual (Muricy Ramalho), seu lema é trabalho. Spielberg, durante a campanha de promoção do segundo Transformers, comentou que nunca havia trabalhado com um diretor tão comprometido com metas, horários e orçamentos. Principalmente em projetos tão grandes e multifacetados como a série Transformers. Megan Fox, que desatou a falar mal de Bay, assim o fez por considerar que Bay exigia muito de sua equipe. “Ele só cobra, cobra e é muito mandão”, disse a atriz à época da pré-produção do terceiro filme. Megan Fox, como bem sabe o leitor, fez analogias infelizes e acabou demitida. Megan ficou de fora do mundo de brinquedos de Michael Bay.
Com um dos maiores salários pagos a diretores em Hollywood (cerca de U$ 5 milhões por filme), na companhia de vanguardistas da tecnologia (James Cameron) e pioneiros da indústria hollywoodiana (Spielberg), Michael Bay demonstra que está exatamente onde deseja estar. Ele provavelmente não ganhará um Oscar, mas no reinado que construiu, nem precisa.

9 comentários:

  1. Michael Bay é o melhor pau mandado de Hollywood, hahaha...eu até curto seus filmes, principalmente os Bad Boys. Vlw.

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  2. Gostei do blog, mas o Bay é bem fraquinho.
    Abração e apareça!

    O Falcão Maltês

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  3. Eu não gosto do cinema do Michael Bay! Acho ele um discípulo fiel do Roland Emmerich, alguém que privilegia a ação em detrimento da história. Mas, é fato que os filmes dele entretém! Portanto, devo conferir o novo "Transformers". E em 3D, porque eu acho que esse longa pede isso! rrsrsrsrs

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  4. Bay é um verme, vai rs. Minha antipatia por ele é gritante. Mais por ele do que necessariamente pelos seus filmes - curioso isso, né? Prova é que até tolerei esse último "Transformers", filme sem cabeça, mas bem divertidinho para alguns propósitos.

    Acho o cara bem parasita. Esses dias li algo q ele disse que a crítica acaba com qualquer diversão, ou algo do tipo. Não lhe tiro a razão por um lado, mas o papel da crítica não é apontar qual o filme que os espectadores irão mais se divertir, não é essa a razão de existência da crítica cinematográfica. Se todos caem em cima dos filmes de Bay é porque falta muita coisa ali. E falta mesmo! "Transformers 2" e "Bad Boys 2" são 2 dos piores filmes que já tive o desprazer de ver e o cara parece não querer "superar" isso. Enfim, é uma marca dele e eu (des)respeito! rs


    abraço!

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  5. Acho que Bay quer ser James Cameron, mas ele não consegue combinar bem história com técnica como Cameron consegue fazer. Ainda preciso ser conquistada pelo Bay, mas com "Transformers" não será este filme. rsrsrs.

    Beijos! ;)

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  6. Olá! Adorei seu blog, muito criativo! Também tenho um blog e gostaria que vc desse uma olhada. O endereço é: http://www.criticaretro.blogspot.com/ Passe por lá! Lê ^_^

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  7. assisti hj o novo Transformers, um dos filmes mais chatos do ano!!! Mas q tem feito seu sucesso.Um profusão de cenas de ação q não se entende nada.

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  8. Fui assistir Transformers fraco enredo lunar. Superficial e me deu dores de cabeça. Rs!
    Aguardo sua crítica. Bay...não saberia dizer nada sobre ele como você neste ótimo texto. É isso ai!

    Abs.
    Rodrigo

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  9. Celo Silva: Concordo plenamente.rsrs. Quanto a seus segundo comentário, não é tão chato vai... rsrs
    Abs

    Antônio Júnior: É fraco dependendo da perspectiva, só Spielberg faz blockbusters de ação melhor do que ele...
    Abs

    Kamila: Michael Bay é o guilty pleasure do ano vai! rsrs. Sinceramente, o 3D não faz essa diferença toda não... ou gosta de Transformers ou não gosta...
    bjs

    Elton: Vc tem sentimentos mal resolvidos por ele meu rapas.rsrs. Brincadeiras a parte, entendo o que vc diz. Bay tem ego. E infladissimo, assim como James Cameron -companhia constante ultimamente. E ele resmunga da crítica por que a crítica resmunga dele... rsrs
    abs

    Mayara: Acho que Bay quer ser Bay. James Cameron é quem quer ser algumas coisa a mais...
    bjs

    Lê: Já apareci lá, mas pelo visto vc não lembra...rsrs

    Rodrigo Mendes: Obrigado pelos elogios. E a trama conspiratória ainda é o única novidade que o filme apresenta...
    Abs

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