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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: Os dez posters mais cool do ano

10 – Jovens adultos

Charlize Theron vestida de cima abaixo com a marca Hello Kitty dá o tom dessa comédia sobre amadurecimento do mesmo diretor de Juno e Amor sem escalas. Além do visual bacana, o cartaz permite uma rápida depreensão do que versa a comédia dramática que chega ao país no início de 2012.


9 – A pele que habito


Todo mundo aqui sabe que os posters dos filmes do espanhol Pedro Almodóvar são um show a parte. Em 2011, com sua primeira incursão no terror, não poderia ser diferente. Todos os cartazes de A pele que habito são originais, chamativos e instigantes. Claquete escolheu um dos mais subversivos e belos para integrar essa lista.


8 – Coriolanus

Traduzir Shakespeare é algo difícil, confidenciaria ao leitor de Claquete qualquer tradutor que já tenha se lançado ao desafio. Adaptar Shakespeare, então, é algo ainda mais engenhoso. Pelo menos o cartaz de Coriolanus, adaptação de Shakespeare que Ralph Fiennes escolheu para ser sua estréia na direção, cumpre bem seu papel. Visualmente encantador, dá o tom exato de tragédia e angústia que permeiam a obra.


7- Into the abyss

Como capturar a ambiguidade do corredor da morte em um cartaz promocional? Conferindo o pôster de Into the abyss, documentário de Werner Herzog sobre a espera de um condenado à morte por seu destino, dá para ter uma boa ideia. A natureza, contrastada pela luz solar em uma folhagem outonal, expõe sutilmente os conflitos suscitados pelo filme. Os pássaros em fuga se encarregam de sugerir o instinto que cerca toda a questão ao redor do filme.


6 – Killing Bono

O filme independente que passou despercebido até mesmo nas telas de cinema americanas tem uma premissa singular. Um grupo de amigos de uma escola elementar irlandesa que sonha em criar uma banda se resigna quando Bono Vox e um grupo de colegas começam a fazer sucesso com a banda que seria o U2. O cartaz com pura veia roqueira desperta curiosidade.


5- Capitão América – o primeiro vingador


Cartazes conceituais geralmente agradam. Cartazes vintage têm um charme todo especial. Alguns dos posters de Capitão América: o primeiro vingador concentram essas duas vertentes. O filme, uma legítima matinê, justifica a arte do cartaz escolhido por Claquete para essa lista.


4- Precisamos falar sobre Kevin


Obsessão. Medo. Ruína. Dor. Tudo belamente capturado nesse triunfal pôster do aguardado We need to talk about Kevin, filme exibido nos festivais de Cannes e Toronto e que suscita burburinhos para o próximo Oscar. O cartaz, bem simples em sua concepção, ostenta no jogo de sombras que propõe toda a complexidade do longa que versa sobre uma mãe paralisada com a ideia de ter um filho psicopata.


3 – Os descendentes

George Clooney em meio a castelinhos de areia pensando em uma vida que não parece em ordem. O jeitão cool de Clooney não esconde a introspecção da cena, que permite antecipar que a proposta de Os descendentes é mergulhar (e o mar ocupa mais da metade da imagem) dentro da vida deste homem. Uma ideia relativamente simples externada por um cartaz de simplicidade disfarçada.


2- Gainsbourg – o homem que amava as mulheres

Outro homem bastante expressivo em um cartaz milimetricamente calculado para conter imagens e letras de maneira harmônica e charmosa. A fumaça do cigarro adula a paixão de quem a projeta. A sensualidade prometida surge diagramada na combinação das cores e mulheres escolhidas. O pôster nos promete o seguinte: Gainsbourg teve a biografia que fez por merecer.


1- The artist

Outro filme francês surge na lista e surge em primeiro por apresentar um cartaz que “respira” cinema. É impossível não ser conduzido ao passado e tomado por uma embriaguez de nostalgia ao pousar os olhos sobre o cartaz de The artist. O vermelho provocante atesta: é o cartaz do ano. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crítica - Capitão América: o primeiro vingador

Asas da liberdade!


Chris Evans estava receoso em assumir o posto de protagonista de Capitão América: o primeiro vingador (Captain America: the first avanger). Ele tinha medo de não estar à altura do desafio. Foi a partir de sua hesitação que Kevin Feige, o mega produtor da Marvel Studios, teve certeza que Evans era o Capitão América ideal. Não dá para dizer que Evans usou esse expediente da dúvida na sua composição de Steve Rogers, o franzino patriota que se vê como cobaia do exército americano para se tornar um supersoldado, mas é possível entender o raciocínio de Feige quando os créditos sobem. Evans facilita a identificação com Rogers em uma performance carismática, envolvente e rigorosa. Tanto antes de se tornar o Capitão América quanto depois.
E o filme se esmera em seu protagonista como que dependesse dele para alçar voo. Joe Johnston se recupera do tenebroso O lobisomem com essa aventura deliciosa em que o nazismo é pano de fundo para o surgimento do herói americano mais categórico em termos etimológicos.
Capitão América: o primeiro vingador, diferentemente do que se poderia supor, não é mero link para o Os vingadores. É um filme sólido, com ótimos momentos e uma trama, embora simplista, bem delineada.
Não se avexa de satirizar a própria figura ao submeter o Capitão América ao jugo da propaganda pró-guerra. Uma bifurcação de uma ideia já incutida no primeiro Homem de ferro. É lógico que todo aquele componente patriota, que desagrada a tantos, está presente. Mas de maneira inteligente, a produção evita os exageros e ainda brinca com o fato em uma fala do Caveira vermelha (encarnado com prazer pelo australiano Hugo Weaving ): “A arrogância pode não ser exclusividade dos americanos, mas ninguém é melhor do que vocês nisso”.

Evans em ação: o ator completou o personagem e vice versa



Capitão América: o primeiro vingador não deseja ser sério como X-men ou profundo como Batman, mas preenche uma lacuna nessa seara dos filmes de heróis: é o tipo de entretenimento para as famílias. Pode-se argumentar que esse não seria o público alvo, mas a Marvel com este filme vem flexibilizar essa noção de público alvo. Talvez por isso, Johnston, que foi assistente de Steven Spielberg em alguns filmes de Indiana Jones e começou de maneira promissora na direção com Jumanji, recupere a boa forma a frente de um filme formatado para levar a outro, mas com a incumbência de angariar mais fãs. Nessa conjunção de ambições, O primeiro vingador se mostra mais do que bem sucedido.
O elenco, afinadíssimo, contribui para o sucesso da fita. Tommy Lee Jones está impagável como o coronel cheio de frases de impacto que hesita em depositar a fé que Peggy Carter (Hayley Atwell) põe em Rogers.
Toby Jones, Stanley Tucci e Dominic Cooper também fazem participações inspiradas.
No final das contas, a fita é essa produção incapaz de desagradar. Em tempos que até a Pixar deu marcha a ré com Carros 2, voltar ao passado com o Capitão América é um alento e tanto.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Filme em destaque- Capitão América: o primeiro vingador

Herói forjado em época menos cínica, o Capitão América chega ao século XXI em filme portentoso com reconstituição cuidadosa dos anos 40 e a missão de ser o fiador do sucesso de um filme prometido para abrir o verão do ano que vem


Desde que o "projeto Marvel" foi anunciado, pairava uma incerteza se o Capitão América seria aproveitado no universo que a editora/estúdio erigia no cinema. Isso porque, embora seja mais conhecido do que, por exemplo, Homem de ferro (que marcou a gênese da Marvel como estúdio de cinema) e do que Thor (que consolidou de vez a empresa como estúdio de ponta), o Capitão era o personagem menos cobiçado do selo da editora por estúdios de cinema; era um símbolo americano arriscado para uma produção hollywoodiana que vislumbra lucros, principalmente, em terras estrangeiras. A possibilidade de rejeição a um personagem que veste as cores da bandeira americana eram grandes. Pensando nisso, o produtor Avi Arad, um dos responsáveis pelo bom momento dos super-heróis no cinema, resolveu manter o personagem criado por Joe Simmon e Jack Kirby em sua época. Dessa forma surgia o conceito base de Capitão América: o primeiro vingador. Um filme com gosto de matinê em que o inimigo seria o alvorecer do horrendo nazismo. A fita ainda precisaria aparar as arestas para o mega lançamento da Marvel nos cinemas: Os vingadores.


Montando o ataque
Depois da confirmação de Joe Johnston na direção, se instalou a busca pelo protagonista. E ela foi árdua. Muitos nomes foram considerados, como os de Jeremy Renner, John Krasinski (The Office), Chace Crawford (Gossip Girl) Garret Hedlund (Tron: o legado), mas o escolhido acabou sendo um veterano do universo Marvel. Chris Evans, que já havia vivido o Tocha humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico, aceitou o convite para encarnar Steve Rogers e seu alter-ego, o banderoso – como o colega Homem aranha o chama nos quadrinhos. O sim não veio antes de alguma hesitação. “Não queria me comprometer com um contrato que prevê seis filmes. E seu não quiser ser mais ator daqui a dez anos?”, ponderou Evans em entrevista a britânica Empire. O ator disse que sentiu o peso de viver o herói que emula o patriotismo americano tão reconhecível por quem quer que cruze com um cidadão daquele país. “É diferente dos outros filmes que participei. Aqui, muita da responsabilidade do filme ser um sucesso ou um fracasso vai em mim”, disse em entrevista ao portal brasileiro UOL.
Com Evans a bordo, a produção avançou para montar seu time de coadjuvantes. Após perder Natalie Portman para o “concorrente” Thor, Joe Johnston recebeu negativa de Emily Blunt. A inglesa Hayley Atwell ( de filmes como A duquesa e O sonho de Cassandra) fechou para viver a mocinha e depois dela, o elenco inflou de nomes vistosos. Tommy Lee Jones e Hugo Weaving foram adições comemoradas e entremeadas por Dominic Cooper e Stanley Tucci.

Pronto para a ação: Chris Evans hesitou antes de vestir as cores da bandeira americana para viver seu segundo personagem do universo Marvel


Filme de época
“A ideia é brindar o espectador com um filme com aquele clima de matinê”, descreveu o produtor Kevin Feige. Ambientar a fita na década de 40 seria perfeito nesse sentido. Mas e como preencher as lacunas suscitadas em Homem de ferro 2? “Vocês vão conhecer o pai de Tony Stark neste filme”, explicou Feige em entrevista concedida antes da liberação do primeiro trailer do filme. “Tivemos o cuidado de colocar todos os pingos nos is”, finalizou.
Capitão América: o primeiro vingador apresenta seu herói pouco tempo antes de uma iminente viagem temporal. É um destaque, no mínimo, interessante.