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domingo, 23 de janeiro de 2011

Insight

Qual é o dogma da 68ª edição do Globo de ouro?


No curso da última década, o Globo de ouro perdeu aquele status de prévia do Oscar. Ainda é considerado, embora com alguns contrapontos, um termômetro do principal prêmio do cinema, mas já não goza do prestígio de outrora.
Mais do que prestígio, o que anda na berlinda é a relevância do prêmio. Há algum tempo, vem sendo sublimado pelo recente Critic´s choice awards (que em 2011 teve sua 16ª edição). Isso ocorre porque do ponto de vista da indústria, o Critic´s tem tudo para ser levado mais a sério: é composto por um colegiado de americanos, no Globo de ouro quem outorga os prêmios são correspondentes estrangeiros, e é composto puramente por críticos de cinema, ainda que de mídias diversas, no Globo de ouro são jornalistas genéricos sem especialização em cinema necessariamente. A extensão do colegiado também difere. Enquanto há mais 700 membros votantes no Critic´s choice, no Globo de ouro o total é de 90.
Além dessa tensão que cresce a todo ano, a Hollywood Foreign Press Association (HFPA) sempre se viu questionada pela crítica americana sobre sua autoridade moral. Além de serem notadamente suscetíveis a campanhas de marketing (na verdade, todo mundo é, mas a HFPA se preocupa menos em disfarçar), os jornalistas são grandes entusiastas das celebridades. Reconhecendo o glamour como parte do show. O que vai de encontro a rabugice de alguns críticos mais conservadores que enxergam o cinema como coisa séria, ainda que de dentro do armário adorem a frivolidade do mesmo.
Parte daí a grande conquista do Globo de ouro de segmentar seus prêmios entre as categorias dramáticas e cômicas. Nesse contexto, os globos se tornaram mais populares e mostraram que o Oscar estava, de certa forma, engessado.

Michael Douglas e Eva Mendes batem um papo em uma das after parties do último domingo: estrelas e grandes blockbusters sempre fizeram parte do script da HFPA


Nos últimos anos, porém, na ânsia de rivalizar com os prêmios da academia, a HFPA se perdeu. Em 2006, Babel, que tinha o maior número de indicações, só ganhou um prêmio. Justamente o de melhor filme dramático. Uma incoerência, o melhor filme do ano não ganhar um outro prêmio sequer. Ano passado ocorreu coisa semelhante. Nine foi agraciado com cinco indicações. Era óbvio que a HFPA havia curtido o filme. Mas a crítica americana não. Resultado? Se beber não case, filme que tinha recebido uma módica indicação de melhor comédia do ano (em tudo levava a crer que para compor os cinco selecionados, já que os outros concorrentes tinham mais indicações) faturou o globo e Nine saiu sem nada. No mesmo ano, o hiperbólico e trivial Avatar (mas de grande bilheteria) superou filmes melhores como Bastardos inglórios, Amor sem escalas e Guerra ao terror na categoria dramática.
Mas nada se compara ao mal estar provocado em 2011 com algumas indicações. Em especial as menções ao filme O turista na categoria de comédia. Pegou mal. Muito mal. A avalanche de críticas foi instantânea e justificada. É difícil crer que sem elas, o resultado do Globo de ouro que vimos no último domingo seria o mesmo. Talvez o prêmio fosse tão esquizofrênico quanto vinha sendo nos últimos anos. A formação cultural e social distinta do colegiado que compõe a HFPA é uma das riquezas que a faz tão plural e ressonante, mas também é o que impede uma unidade mais representativa. Após a edição de 2011 esta unidade volta a ser uma prioridade. Deve pautar jantares entre os membros e orientar escolhas mais consistentes. O que não quer dizer que essas escolhas sejam independentes (em certo nível, nunca foram).
Em um contexto pelo qual passa a participação chocante do comediante Rick Gervais, a 68ª edição do Globo de ouro aponta para uma HFPA mais na ofensiva e menos na defensiva. É como se dissessem: “Vamos parar com a invejinha e reconhecer o muito que o Globo de ouro faz por seus filmes e carreiras.”O que quer dizer também: “Todo mundo erra e nós acertamos bastante!”. A mensagem, claro, e a tolerância a ela, variam de acordo com o interlocutor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - Crítica dos vencedores do 68º Globo de Ouro (2011)


Matt Damon e Robert De Niro posam para foto: uma edição do Globo de ouro que não será esquecida tão cedo por variadas razões


De imediato é preciso pontuar que a 68ª cerimônia de entrega dos prêmios Globo de ouro foi muito melhor do que se podia imaginar. Principalmente após a divulgação dos concorrentes. Os resultados foram satisfatórios, em congruência com grande parte da crítica de cinema, as surpresas foram – em certo nível – calculadas e o ritmo do show foi o mesmo de sempre (não esperem por inovações aí senhoras e senhores).
O noticiário cultural passou a reverberar mais as piadas, sempre em um imponderável limite de agressividade, de Rick Gervais do que os vencedores da noite. É preciso salientar que Gervais, como host, é um provocador. Diferentemente de figuras como Steve Martin e Billy Cristal que fazem o tipo entertainer. Isso posto, sua performance foi consideravelmente superior a do ano passado. A razão para que Hollywood, e algumas personalidades presentes no Beverly Hilton Hotel, terem reagido tão mal as gags de Gervais são tantas e tão diversas que passam pela incompreensão do humor inglês e culminam no fato de que Gervais estava mais interessado em fazer rir o espectador em casa, do que os presentes naquele jantar de gala.
Contudo, o teor das piadas do comediante inglês desvelam o clima sombrio sob o qual foi realizado o globo de ouro deste ano. Com a Hollywood Foreign Press Association (HFPA) imersa em dois processos judiciais (um que move e outra em que é ré), e se vendo acuada frente uma forte campanha difamatória circulada pela crítica americana, as rédeas soltas de Gervais sublinham o grande circo que é Hollywood e a necessidade de se levar menos a sério. Reparem que Gervais ridicularizou – logo em seu monólogo de abertura – a própria HFPA. Mencionou o suborno (uma antiga queixa dos detratores do Globo de ouro), para depois emendar “Um show da Cher em Las Vegas não pode ser considerado suborno. Não estamos mais em 1975”. Ridicularizar as extravagâncias de ponta a ponta. Essa era a intenção.
Gervais, no tapete vermelho, parecia meio desmotivado. Indagado sobre o que havia preparado para a festa, disparou: “Vou fazer um trabalho tão ruim para não ser chamado de novo e tão bom que não precisarei voltar!”. Como pode se ver, o inglês não estava brincando. Ele cumpriu, precisamente, o que havia anunciado. Em todo o paroxismo proposto.


Elenco e equipe de Minhas mães e meu pai: uma das certezas da noite que foi devidamente confirmada



Por que A rede social venceu?

Tinha quem esperasse um Globo de ouro imprevisível. Havia esperanças para A origem, O discurso do rei era apontado como favorito (ainda que contabilize menos prêmios de melhor filme por conjuntos de críticos do que A origem e Cisne negro) e O vencedor desde o início de dezembro vem crescendo de tamanho. Mas quem quer que tenha visto A rede social, com o mínimo de atenção e desprendimento, percebe estar diante de um filme para a posteridade. Como deixar isso passar em branco? 2010 trouxe grandes filmes. O discurso do rei pode ser um feel good movie real e Cisne negro, o mergulho na paranóia mais sombrio que se tem notícia, mas o filme de David Fincher é muitas outras coisas. Nas palavras do crítico de cinema José Wilker (em entrevista a um jornalístico do canal pago Globo news), A rede social é um “magnífico filme policial sobre a solidão”. É uma leitura interessante. Wilker, no entanto, aponta preferência por O discurso do rei e Bravura indômita (que não foi indicado ao Globo de ouro).
A opção da HFPA por A rede social reitera, portanto, uma percepção generalizada. A rede social é, hoje, o filme mais premiado de uma Oscar race que se tem notícia. Nenhuma outra fita (O segredo de Brokeback Mountain e Quem quer ser um milionário? são os que chegam mais perto) ganhou tantos prêmios como melhor filme. Contribui para essa estatística o fato de que muitos prêmios, como o Critic´s choice awards e algumas associações de críticos como Vancouver e Detroit serem mais recentes.
Mas isso não importa. O Globo de ouro não poderia perder, em uma revisão histórica, a alcunha de prêmio relevante. Essa condição já é fervorosamente questionada por setores da crítica americana no presente. A posição como termômetro para o Oscar já parece, até mesmo intencionalmente, superada. O que também não quer dizer que não seja no Globo de ouro que os favoritos sejam claramente delineados. É seguro apontar Colin Firth (O discurso do rei), Natalie Portman (Cisne negro), Christian Bale (O vencedor) e Melissa Leo (O vencedor), vencedores na noite do último domingo, como favoritos na corrida pelo Oscar. É prudente salientar, também, que esse favoritismo – à parte Firth e Portman – é contestável. Existem outros parâmetros (que o leitor acompanha na cobertura especial que Claquete faz dessa temporada do Oscar) que contribuem para que favoritos percam, de uma hora para outra, esse status.


O globo de ouro, no melhor estilo Oscar, concedeu o prêmio de melhor ator para Colin Firth que já merecia desde o ano anterior


No geral, a HFPA saiu-se bem de uma enrascada. A audiência da cerimônia cresceu exponencialmente nos EUA (14%) e internacionalmente (na casa dos 20%). O prêmio subscreveu tudo que era necessário. Na figura de seu host, mostrou que não merece a cruz por ter indicado O turista como melhor comédia, com prêmios para o cinema independente (Paul Giamatti como melhor ator por Minha versão para o amor e o triunfo do mediano, mas ainda assim independente, Minhas mães e meu pai) e para a fina estirpe da produção de estúdio (A rede social) sinalizou que a consciência estava intacta. No final das contas, o que importa é não se levar a sério (saber rir é importante), desde que se faça a coisa certa.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

OSCAR WATCH 2011 - Cenas de cinema: Globo de ouro

Apertem os cintos, o anfitrião chegou

Apresentando pela segunda vez a cerimônia de entrega dos prêmios Globo de ouro, o comediante britânico Ricky Gervais manteve-se fiel ao seu estilo. Logo de cara disparou, como era de imaginar, contra a falta de credibilidade que ronda a HFPA. Lembrou Tom Cruise (um dos atores mais simpáticos à imprensa estrangeira e que sempre que pode é indicado ao Globo de ouro), a nomeação de O turista como comédia para assegurar Johnny e Angelina (e Brad) na festa e não poupou outro tipo que curte uma festa de arromba: Charlie Sheen.


Um tom acima

Se Gervais fazia bom uso de seu humor agressivo, pode-se dizer que a platéia foi-lhe mais receptiva do que no ano passado. É bem verdade que ele também melhorou nas piadas. Ainda assim, houve algumas escorregadelas. Apesar de divertida, a piada em que brincou com os boatos de homossexualidade de John Travolta, causou mais espanto do que risos; assim como as menções a Sandra Bullock (“pobres me dão nojo”) e a Bruce Willis (“Com vocês o pai de Ashton Kutcher”) causaram certo embaraço.
Para quem assistiu em casa, no entanto, as piadas foram o máximo. Tanto o é, que a audiência do evento cresceu 14% em relação a 2010.


“No ano em que filmes como O golpista do ano não foram lembrados. Este filme em que dois atores heterossexuais interpretam um casal de gays. Ao contrário de alguns famosos cientologistas” (em referência ao ator John Travolta)
Rick Gervais, host do 68º globo de ouro



Um Gervais incomoda muita gente

Como era de se esperar (e a tensão era transbordante sempre que Gervais aparecia), o anfitrião da 68ª entrega dos prêmios Globo de ouro desagradou muita gente. O primeiro a dar um chega pra lá em Gervais foi Robert Downey Jr. Após ser anunciado com referenciais de clínicas de rehab e prisões( Uma piada velha, diga-se), Downey Jr. disparou: “À parte um certo espírito de porco e um tom abaixo do desejável, eu diria que o clima da festa está legal”, e fez o seu solo antes de apresentar a melhor atriz em comédia/musical.
No entanto, coube ao bom moço Tom Hanks – já no final da cerimônia – dar o tapa com luva de pelica da comunidade de Hollywood em Gervais: “Houve um tempo em que Rick Gervais era levemente roliço, mas um comediante gentil”. No que seu companheiro de Toy story e de palco, Tim Allen, optando pela redundância, acrescentou: “Coisa que ele já não é mais!”



Fechamos com a crítica

A HFPA optou por manter-se ao básico. Assumiu (na figura do comediante Rick Gervais) suas falhas na lista de 2011 e sinalizou para o Oscar com o consentimento da crítica. Ao consagrar o preferido da crítica (A rede social) e não inovar na categoria de comédia (em que brilharam os sóbrios Paul Giamatti, Annette Bening e o filme Minhas mães e meu pai), a HFPA – que se encontra no meio de dois litígios na justiça americana – prefere não polemizar e seguir com a maré. Pode não ser o melhor dos cenários, mas certamente não é dos piores.



Realeza por realeza

Era uma nobreza que só vendo. Jeremy Irons embasbacou a vencedora Melissa Leo. A rainha Helen Mirren apresentou o clipe do indicado O discurso do rei. Geoffrey Rush foi mimado por uns e outros e Colin Firth , agraciado com o Globo de ouro de melhor ator dramático, caprichou na postura para receber o prêmio. Foi cortês no agradecimento, que foi sem cola, e lembrou do maravilhoso triangulo amoroso entre homens em que foi se enfiar com o diretor Tom Hooper e o colega de elenco Geoffrey Rush. Coisas da realeza.



Vida longa ao rei

Firth, aliás, foi muito diplomático em seu discurso. Como quem se prepara para o grande discurso de sua carreira (que pode acontecer em fevereiro). O ator, cada vez mais celebrado e festejado por seus pares, lembrou um outro rei de Hollywood: Harvey Weinstein. O produtor, que já não tem o trânsito de outrora, recebeu as palavras simpáticas de Firth com aquele sorriso de quem nunca perdeu a majestade.

Firth conquistou a única vitória de O discurso do rei na noite: ele perdeu (quer dizer, ganhou) com classe...



De Niro uncensored I

Homenageado com o prêmio Cecil B. De Mille de 2011, Robert De Niro foi o melhor wingman que Ricky Gervais poderia contar. O ator começou agradecendo a HFPA pela homenagem e por tê-la anunciado dois meses antes de escreverem as críticas de Entrando numa fria maior ainda com a família. Após a exibição do clip com alguns de seus principais filmes, o ator emendou: “Sinto como se só tivesse feito sucessos!”. “Também sinto orgulho de filmes como Frankstein. Filmes que eu acho que vocês sequer foram às cabines de imprensa”, disparou em tom jocoso.



De Niro uncensored II

O ator também fez graça com um dos processos que correm contra a HFPA. Há muito se desconfiava de que a associação aceitasse jabá (jargão jornalístico para troca de favores e gentilezas), agora há um processo em virtude disso. De Niro, fazendo coro a uma piada de Gervais no início da festa, lembrou que os membros da HFPA são, mais do que qualquer outra coisa, fãs de cinema e de celebridades.



The greatest actor of all

Mas como lembrou Matt Damon ao apresentar a homenagem a De Niro, Bob (como é carinhosamente chamado) pode. Apesar do tom agressivo (que também pode soar mal agradecido), tudo ficou como uma brincadeira do tipo que pede um senso de humor digno dos irmãos Coen. De Niro, em um dado momento, teve que pedir aplausos para sua gracinha. Não deixa de ser uma cena atípica para um homenageado.

Robert De Niro fez graça e também constrangeu em um discurso de agradecimento improvável, mas não menos memorável... 


“Tem que haver um jeito melhor de receber uma ovação de aplausos de pé!”

Michael Douglas antes de anunciar o melhor filme dramático do ano, em referência ao câncer recentemente vencido


Ano gay

Pode até ser politicamente incorreto apontar uma coisa dessas. Mas em meio a vibe Ricky Gervais, ninguém atentou que tivemos um Globo de ouro com vocação gay. Na TV brilharam Jim Parsons (The big bang theory), Chris Colfer (Glee) e Jane Lynch (Glee), homossexuais assumidos. O filme Minhas mães e meu pai (com um casal de lésbicas no centro da trama) foi eleita a melhor comédia de 2010 e deu o prêmio de melhor atriz para Annette Bening, que numa bem sacada brincadeira, agradeceu a parceira Julianne Moore.



Ah, as surpresas!

O que seria das festas de premiações sem elas? Na TV a grande surpresa foi a premiação da atriz Katey Sagal por Son´s of anarchy na categoria de atriz dramática. Paul Giamatti também foi uma relativa surpresa, embora das mais justificadas, ao prevalecer como ator de comédia no cinema por sua participação em Minha versão para o amor. Agora, surpresa mesmo foi a escolha do dinamarquês In a better world como melhor filme estrangeiro. A fita não era nem mesmo cotada para vencer. Pode-se dizer que das cinco concorrentes era a que tinha menos chances.



Surpreendentemente o mesmo de sempre

David Fincher, escolhido o melhor diretor do ano, esboçou alguma surpresa ao ouvir seu nome anunciado pela atriz Annette Bening. “Não imaginava que estaria aqui (no palco), mas vim preparado”, informou enquanto punha seus óculos de leitura. Fincher, que dava sorrisos amarelos durante toda a cerimônia no melhor estilo James Cameron de ser, não quis segurar o troféu enquanto lia seu discurso de agradecimento. Foi o único com tal atitude. Uma deselegância que reafirma o status de antipático de Fincher que fez questão de frisar em uma entrevista no after party: “Não esperava que pudesse ganhar como melhor diretor em meu trabalho mais convencional!” Out!

Fincher em tom solene: "Eu era só um diretor de filmes com serial killers..." 



Vocês querem saber de uma coisa?

Foi o que se convenciona chamar de micaço! Christian Bale, o primeiro premiado da noite, teve seu microfone cortado. O ator, notório rebelde, excedeu-se desavergonhadamente no tempo de seu discurso de agradecimento. Quando já encerrava e a música já cobria sua voz, Bale voltou ao microfone e pôs–se a berrar algo, mas só deu para ouvir o “Vocês querem saber uma coisa?” e o microfone ficou mudo.
Mas Bale pôde explicar-se na coletiva no backstage. Ele queria dizer, e disse, que estar na mesma sala que Robert De Niro era uma honra para ele. “You´re the shit man”, disse o galês. Isso sim é deferência!

Christian Bale faz sinal positivo antes do mico da noite: para ele, De Niro é um merda (e isso é um elogio)



Apaixonada

E o que dizer de Natalie Portman? Se classe e sofisticação não tinham nome, passaram a ter depois de ontem. Natalie, grávida e apaixonada, não fazia questão de esconder nenhuma das condições e propalou seu amor, em meio a gargalhadas não menos contagiantes, ao coreógrafo Benjamin Millepied (que será o pai de seu bebê) em seu discurso de agradecimento.

A melhor atriz dramática anunciou em tom de galhofa para a platéia: "ele (seu marido) quer dormir comigo..."



Sorkin, o hermético

Aaron Sorkin faturou, com certa dose de previsibilidade, o prêmio de melhor roteiro por A rede social. Ao agradecer, Sorkin – laconicamente – lembrou de Marck Zuckerberg (o criador do Facebook) e disparou: “Agradeço ao Mark e aproveito para dizer que tudo aquilo que aquela garota diz no início do filme (e que Sorkin escreveu) é mentira. Você é um visionário e altruísta Mark!”, declarou o roteirista com a mesma pegada irônica que caracteriza todo o seu filme.

Sorkin citou a filha e Zuckerberg em seu discurso de agradecimento. Não necessariamente nesta ordem



Revendo conceitos

“Ah, o Facebook agora adora o filme!”
Scott Rudin, produtor de A rede social sobre o repentino apoio do site de relacionamentos ao filme que conta sua gênese



Melissa Leo, ganhora como coadjuvante por O vencedor, curtiu seu momento: começou se derretendo por Jeremy Irons, elogiou os "meninos" Christian Bale e Mark Wahlberg e encerrou com um urra


Dois dos casais mais charmosos de Hollywood se ajeitam para uma foto: ganhava quem segurasse o riso por mais tempo... 


La Jolie e David Fincher capricham na foto tirada no after party da Sony pictures que distribui o vitorioso A rede social e o micado O turista

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Em off

Na primeira edição da coluna, o novo visual do homem aranha bem antes de 2012, porque Natalie Portman vai ganhar o Oscar e as expectativas sobre duas cineséries de larga bilheteria.




Teia quente

Não adianta. Não há personalidade mais quente do que Andrew Garfield em Hollywood atualmente. Também conhecido senhor trending topic no Twitter, Garfield deve ser lembrado no próximo dia 25 de janeiro pela academia, quando esta divulgar os indicados ao Oscar. Para apimentar suas chances, sem deixar de capitalizar em cima do bom momento do rapaz, a Sony (que produz tanto A rede social como Homem-aranha), divulgou a primeira imagem do ator caracterizado como o aranha. Se segura na teia, que a chapa é quente!



Correnteza a favor!

Natalie Portman é favorita ao Oscar desde setembro. Seu filme, Cisne negro, não havia nem mesmo sido exibido em Veneza – onde teve premiere internacional - e especuladores já apontavam a atriz israelense de 29 anos como séria candidata ao prêmio. As impressões se agigantaram após as primeiras exibições. Quando os primeiros trailers foram divulgados, a certeza de que Natalie seria uma das cinco indicadas já estava sacramentada. Ela estava tão intensa em cena que assustava e emocionava. Uma dualidade de sentimentos difícil de ser capturada em um trailer que –no limiar – é um produto de marketing. Aliando o bom rendimento comercial da fita – que é independente até a alma – com um hype cada vez mais forte em favor da atriz (e o anúncio de que está grávida de seu primeiro bebê não poderia vir em melhor hora) e a concorrência mediana, Natalie Portman se tornou praticamente imbatível. Mas o que deve decidir o jogo em favor da atriz é um outro fator. Com quatro filmes previstos para 2011, um deles chegando agora enquanto os votos estão acontecendo (a comédia romântica Sexo sem compromisso) e um forte apelo para american sweetheart que os americanos tanto precisam (e Resse Witherspoon e Julia Roberts parecem demasiado afastadas do posto), Portman está no lugar certo, na hora certa. Sorte a dela que com o trabalho certo também.

Natalie na campanha da Dior que começa a circular essa semana nos EUA: na hora certa...




Bond vai a terra média!

Duas produções que estavam emperradas devido os problemas financeiros da MGM (que persistem, mas há fôlego renovado), parecem voltar aos trilhos no começo de 2011. O primeiro deles é O hobbit. O filme que será mesmo dirigido por Peter Jackson deu inicio a pré-produção com boas notícias. O time de O senhor dos anéis voltará em peso. Elijah Wood, Ian McKellen, Cate Blanchett e Christopher Lee voltarão a encarnar os personagens que imortalizaram nos cinemas. Orlando Bloom está a um passo de confirmar sua participação nos dois filmes que darão sequência a saga da terra média no cinema.Francamente, com a carreira que Bloom tem, há de se ponderar porque essa confirmação ainda não saiu.
Já o 23º filme estrelado por James Bond (que terá novamente Daniel Graig como protagonista) teve sua data de lançamento marcada para novembro de 2012. As filmagens, comandadas por Sam Mendes, começarão no final de julho deste ano.

sábado, 18 de dezembro de 2010

# Golden Globe facts

+ Existe uma verdadeira comoção da crítica para tentar entender o porque da exclusão de Bravura indômita dos irmãos Coen da festa. Além da HFPA não ser muito fã de faroestes (eles são estrangeiros, oras), a organização também não é muito fã dos Coen.


+ Mark Wahlberg foi lembrado pela primeira vez na temporada por seu personagem em O vencedor e tudo indica que ficará por isso mesmo.


+ Colin Firth deve ganhar o prêmio e a torcida é grande para que isso aconteça.


+ Firth, por sinal, é, aos 50 anos, o ator mais velho entre os cinco indicados na categoria de interpretação dramática. Jesse Eisenberg, com 27 anos, é o mais jovem.


+ Nos bastidores já existe uma conversa para se eleger o pior filme indicado ao globo de ouro de melhor comédia. Apesar do páreo duro, O turista (que não é comédia) salta na frente.


+ Aliás, estrategistas de marketing acreditam que nem Angelina Jolie, nem Johnny Depp deverão comparecer a premiação. Há quem acredite, porém, que a ausência pode gerar mais bafafá. O que no limiar só é ruim mesmo para HFPA.


+ Apesar dos pesares é grande a presença de filmes independentes no globo de ouro 2011. Blue valentine, Cisne negro, Minhas mães e meu pai, O discurso do rei, 127 horas, O inverno da alma, Rabbit Hole, A minha versão para o amor e Animal Kingdon. Há dez anos, a presença da produção independente no Globo de ouro estava restrita a quatro filmes (Antes do anoitecer, Réquiem para um sonho, Conte comigo e Dançando no escuro).


+ Os dois apresentadores da próxima cerimônia do Oscar (James Franco e Anne Hathaway) estão indicados ao Globo de ouro.


+ Alguns bons filmes foram completamente esquecidos pela HFPA. Destacam-se nessa turma maldita os últimos trabalhos de Roman Polanski e Martin Scorse: O escritor fantasma e Ilha do medo respectivamente.


+ Surpreendeu a ausência de Leonardo DiCaprio, sempre um índice de boa audiência, entre os indicados a melhor ator. Ainda mais admitindo o critério de convidar o máximo possível de estrelas.


+ Rick Gervais irá fazer gracinhas sobre a inclusão de O turista na categoria de comédia

OSCAR WATCH 2011 - Análise das indicações ao Globo de ouro 2011

Os atores Blair Underwood, Josh Duhamel e Katie Holmes apresentaram na última terça a lista dos indicados ao Globo de ouro: polêmicas e indefinições à vista para a HFPA


Existem duas ponderações que se fazem prementes a partir da lista dos indicados ao 68º Globo de ouro. A primeira delas diz respeito ao sentido que reclama para si a Hollywood Foreign Press Association (HFPA), organização que distribui o prêmio. Sentido esse que não é de todo novo. Por cerca de 30 anos o Globo de ouro foi enxergado como um confiável termômetro do que viria a seguir no Oscar. Mais do que a academia, essa condição parecia incomodar a HFPA que, aos poucos, foi redimensionando o status da premiação. Os globos sempre foram conhecidos como um evento de charme inigualável por reunir, sob os mesmos holofotes, o melhor do cinema e da TV. De posse dessa condição, que já flerta descaradamente com uma audiência mais encorpada do que o Oscar, e ciente das sucessivas quedas de audiência que o show de TV Oscar vem tendo, a HFPA apressou esse caráter de distanciamento que vinha imprimindo da academia de cinema. Chamou um inglês de humor afiado para apresentar a cerimônia, o comediante Rick Gervais (ideia que não deu muito certo, mas vale uma segunda tentativa) e assumiram, talvez de forma exagerada, o viés de entretenimento. O que pode ser facilmente abalizado com a injustificável (sob todos os critérios meramente cinematográficos) inclusão da atriz Angelina Jolie (a mais midiática das estrelas hollywoodianas e que por tabela traz consigo Brad Pitt) entre as atrizes indicadas por melhor comédia. Se acrescermos o detalhe que O turista - filme pelo qual Angelina foi indicada - não se trata de uma comédia, o destempero só fica mais evidente. O que nos leva a segunda ponderação: 2010 foi um ano fraquíssimo em matéria de cinema. Pode-se esbravejar com as trapalhadas do Globo de ouro de listar O turista entre as comédias, de ceder ao bilhão de dólares de Alice no país das maravilhas ou ao poder de atração de Johnny Depp que em seu pior ano como intérprete (em Alice ele surpreendentemente está ruim e fora do tom) recebe duas (atenção duas) indicações como melhor ator. Pode-se esbravejar, mas o fato é que não havia muitas comédias boas por aí. E já que essa era a situação, e como a orientação é brindar o entretenimento, quem não quer ver Cher e Cristina Aguilera juntas no tapete vermelho? Ou Johnny Depp com seu cabelo desgrenhado? (a aposta do blog é que ele não comparecerá a cerimônia por ressaca moral)
A crítica americana recebeu com desdém as indicações do Globo de ouro. Mas isso também não é novidade. Novidade foi o desacordo que parece existir dentro da própria HFPA. Depois de receber um pito do Oscar ano passado (enquanto o Globo de ouro premiou o fraquíssimo, mas comercial Avatar, o Oscar premiou o idolatrado pela crítica Guerra ao terror), a tolerância à margem de erro da premiação diminuiu. E a julgar pelas escolhas da correspondente brasileira Ana Maria Bahiana (que você pode ver aqui), não há consenso se os rumos escolhidos pela HFPA são os mais indicados.

Cena de O discurso do rei: com sete indicações, produção britânica veste a roupa de favorita



As disputas principais

Como já é sabido, O discurso do rei lidera a corrida pelos Globos com sete indicações. Contudo, apesar do filme ser o mais acadêmico de todos os concorrentes, seu favoritismo é ocasional. Os filmes A rede social e Cisne negro são muito mais alinhados ao pensamento da HFPA. No entanto, o filme de Tom Hooper não pode ser descartado. Entre as comédias, Minhas mães e meu pai teve seu caminho facilitado pelo caos apresentado na categoria. Apesar de ser um filme que se vale inteligentemente do humor, RED-aposentados e perigosos não poderia ser qualificado como comédia. Contudo, seria, em tese, o único filme com potencial de afanar o prêmio de melhor comédia da fita de Lisa Cholodenko, que, diga-se de passagem, não é nem de longe a melhor comédia do ano.
A disputa por melhor roteiro é uma formalidade. O texto de A rede social é dos mais primorosos que se viu nos últimos anos. O trabalho de adaptação de Aaron Sorkin a partir do livro de Ben Mezrich é fabuloso. Aqui, a vitória do filme de Fincher se não se confirmar será mais uma regressão da HFPA materializada.
A disputa por melhor diretor traz seus meandros. Hooper já foi agraciado com Globos de ouro por produções para a TV, David O. Russel recebe a nomeação como impulso a corrida pelo Oscar, mas sua candidatura não se segura perante os outros três nomes. Christopher Nolan já havia sido esnobado pela HFPA quando apresentou Batman - o cavaleiros das trevas (a HFPA teve que engolir a indicação que o sindicato dos diretores deu a Nolan na ocasião e a situação só não ficou pior porque a academia também negou a indicação ao diretor) e A origem foi um filme que caiu no gosto internacional. É difícil encontrar algum correspondente estrangeiro em Hollywood que não tenha apreciado o filme. Contudo, os melhores trabalhos de direção parecem ser mesmo os de David Fincher e Darren Aronosfky (e o blog ainda não pode cravar sobre o do diretor de Cisne negro). Fincher também concorreu em 2009 (quando Nolan e Aronofsky por O lutador foram negligenciados) por O curioso caso de Benjamin Button. Ou seja, os dois são credores da HFPA. Contudo, o clima parece mais favorável a Aronosfky, um diretor mais ameno, emocional e, ora bolas, simpático. Além do que, Cisne negro, na concepção dominante, faz um retrato muito mais profundo das personalidades investigadas e do universo que se predispõe abordar do que A rede social. E isso pode pesar como critério de desempate.
Na briga por ator dramático deve prevalecer Colin Firth que, além de já angariar alguns prêmios da crítica, traz consigo a estupenda atuação em Direito de amar na bagagem. Jesse Eisenberg deve ser seu principal oponente. Apesar da ótima impressão causada com sua atuação em 127 horas, James Franco parece estar um degrau abaixo nessa disputa. Entre os atores de comédia, Kevin Spacey por Casino Jack e Paul Giammatti por Minha versão para o amor são boas apostas. Entre as atrizes dramáticas é difícil pensar em outro nome que não Natalie Portman, uma favorita da HFPA que já ganhou como coadjuvante por Closer (2004) e que, segundo consta, tem em Cisne negro o melhor desempenho de sua carreira. Contudo, a HFPA pode decidir por dar novo empurrão na carreira de Nicole Kidman que recebeu a única indicação do elogiado Rabbit Hole.

Natalie Portman está na dianteira da disputa pelo prêmio de melhor atriz dramática por Cisne negro



A pergunta é: Será que o antipático Christian Bale será consagrado por jornalistas que dificilmente conseguem entrevistá-lo? Ou a deferência que fizeram a Michael Douglas ao nomeá-lo por reprisar o papel de Gordon Gekko (que já lhe valeu um Globo de ouro) irá se estender? A verdade é que essa categoria está mais aberta do que os prêmios da crítica sugerem e Jeremy Renner (que aos poucos vai virando um astro) pode surpreender aqui.
Entre as coadjuvantes, Helena Bonham Carter (O discurso do rei) podia ser a favorita, mas uma declaração antipática da atriz ao Hollywood Reporter, na última quinta, em virtude de sua indicação ao SAG pode ter aumentado as chances de Jacki Weaver (Animal Kigndon) e posto Mila Kunis (Cisne negro) definitivamente na briga. Carter disse à publicação que uma indicação ao SAG tinha muito mais valor do que uma nomeação ao Globo de ouro. Orgulhos podem ter sido feridos, apesar da atriz não ter dito nenhuma inverdade partindo do seu ponto de vista.
As suposições cairão por terra ou se configurarão em verdades cristalinas no dia 16 de janeiro, quando os prêmios serão entregues em Los Angeles.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

OSCAR WATCH 2011 - Golden Pills

Foram anunciados hoje os indicados ao Globo de ouro (a lista completa você pode conferir aqui) e Claquete não poderia deixar de dar uns primeiros pitacos a respeito. A análise das indicações e da conjuntura que possibilita para a temporada de premiações será publicada no final de semana.


Um turista
Não há como negar. O que mais causou espanto na lista anunciada nesta terça-feira foi a inclusão de O turista (concebido como um thriller romântico) entre as comédias. O salão de jornalistas veio abaixo em risadas. Mas a Hollywood Foreign Press Association (HFPA) estava falando sério e, ainda por cima, indicou os protagonistas Johnny Deep e Angelina Jolie nas categorias de atuação em comédia.

Cena de O turista, que valeu indicações aos protagonistas: uma das melhores comédias do ano...


O turista de sempre
Johnny Depp torna-se o segundo ator indicado duplamente em uma mesma categoria do Globo de ouro em cinema. O primeiro foi Jack Lemmon. Não é pouca coisa. Mas o feito é discutível. Deve-se mais a um calor que a HFPA sente pelo ator que admitiu a pouco não gostar de celulares (ele não é o máximo?!) do que pelo mérito de suas atuações em 2010. Depp concorre por Alice no país das maravilhas (o momento vergonha alheia do anúncio dos indicados certamente!) e O turista.



Eu já sabia!
Michael Douglas fez por merecer! Embora sua indicação como coadjuvante por Wall street-o dinheiro nunca dorme tenha gosto de homenagem (tanto a ele que luta contra um câncer quanto à produtora Ronni Chase assassinada em Beverly Hills há um mês atrás e que estava engajada na campanha de indicações para Douglas), ele merecia a distinção. Douglas está ótimo reprisando seu mais icônico personagem: Gordon Gekko. Mas a HFPA perdeu uma ótima oportunidade de desfazer o caráter de homenagem e honrar uma das grandes atuações do ano, que calha de ser de Douglas em O solteirão. Mas eles queriam mesmo era jogar para a platéia.


Eu já sabia! II
Havia quem acreditasse que 127 horas pudesse estar entre os cinco melhores dramas do ano no Globo de ouro. Na verdade, o filme conseguiu uma distinta indicação por roteiro e também teve a trilha sonora reconhecida. Aliada a indicação para James Franco como ator, dá consistência para a fita de Boyle na disputa por vagas no Oscar. Contudo, as categorias de filme e direção nunca pareceram tão distantes!


Eu já sabia! III
A rede social não lidera a disputa pelo prêmio. Já era de se esperar que essa figura seria de O discurso do rei, mas alguém duvida do favoritismo do filme de Fincher? A história recente do Globo de ouro demonstra que ser o líder em indicações não é bom negócio.


Com pinta de campeão
O vencedor parece mesmo ser a segunda força dessa cada vez mais agitada temporada de premiações. Sim, por que a primeira força com folga é A rede social. O filme de David O. Russel saiu vitaminado das indicações do Globo de ouro. Filme, direção e todos os atores indicados (Mark Wahlberg, Christian Bale, Melissa Leo e Amy Adams). O filme rouba um pouco os holofotes de produções como Bravura indômita e A origem que pareciam mais darlings. Não poderia haver melhor momento para roubar os holofotes.


Os dois Davids
Fincher e Russel têm, comprovadamente, dois dos filmes mais festejados da temporada, mas quem deve levar o globo de direção para casa é Darren Aronofsky. O diretor de Cisne negro é adorado pela HFPA e os Davids não são lá muito simpáticos. Pode escrever!

Aronofsky está de olho no globo: Além de ser paz e amor, ele já merece um prêmio faz tempo...


É uma piada!
Papo sério: Alice no país das maravilhas, RED- aposentados e perigosos, Burlesque, Minhas mães e meu pai e O turista. Esses são os indicados a melhor comédia/musical de 2010. Agora lê de novo e não ri!


Alguma dúvida?
Alguém acha que o prêmio de filme estrangeiro não vai para o filme estrelado por Javier Bardem e dirigido por Alejandro Gonzales Iñarritu, Biutiful?



Momento Oscar no Globo de ouro
A HFPA não indicou o Jeremy Renner neste ano por Guerra ao terror para corrigir o erro agora, indicando-o por Atração perigosa - filme que (quase) esqueceu completamente.



Crescendo de tamanho
Cisne negro vai aumentando sua musculatura rumo ao Oscar. Apesar de (sabe-se lá o por que) não ter conquistado uma indicação por trilha sonora, o filme foi nomeado a melhor filme/drama, melhor atriz em drama (Natalie Portman), melhor atriz coadjuvante (Mila Kunis) e melhor diretor (Darren Aronosky).



Conforme previsto...
Claquete antecipou e não deu outra. Devido ao hype, The walking dead conseguiu uma indicação solitária para melhor série dramática. A briga de verdade é entre a campeoníssima Mad men e a com pinta de campeã Boardwalk Empire.



Antes tarde do que nunca...
Depois do Emmy, chegou a vez da HFPA dar um globo de ouro para Jim Parsons (o Sheldon de The big bang theory). Favas contadíssimas!


Ele ainda não ganhou!
E esse ano só Steve Buscemi (Boardwalk Empire) tira o globo de ouro de Don Drapper, digo de Jon Hamm.


Novidade bem vinda
Bom ver o nome do versátil Scott Caan, filho do grande James Caan, entre os indicados a melhor coadjuvante em produções feitas para a TV. Caan é, de fato, quem carrega o piano na divertida série Hawaii five-0.